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Brasil avança para explorar e mapear terras raras e minerais críticos

Recursos estão presentes em diferentes regiões do país; novos projetos podem ampliar a participação do Brasil no mercado internacional

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Brasil tem enorme potencial inexplorado em terras raras e minerais críticos • Reprodução | Youtube Itatiaia

Dados do Governo Federal apontam que apenas 28% do território brasileiro está mapeado em escala adequada para identificar o potencial de minerais críticos e terras raras. O cenário indica espaço para novas descobertas e pode ampliar a participação do Brasil no mercado internacional desses recursos.

Minas Gerais concentra diferentes ocorrências minerais, como o lítio no Vale do Jequitinhonha e o nióbio em Araxá. O estado também possui potencial para outros minerais críticos no Sul de Minas. Em outras regiões do país, há ocorrências de terras raras em Goiás e na Bahia e de cobre no Pará, formando um mapa diversificado de recursos minerais estratégicos.

O especialista em estratégia e professor da Fundação Dom Cabral (FDC), Aldemir Drummond, destaca o potencial de Minas Gerais nesse cenário.

“Temos, por exemplo, as reservas de nióbio no Triângulo Mineiro, em Araxá, e reservas de outros minerais, tanto no Vale do Jequitinhonha, onde já existe produção de lítio, quanto em grandes reservas que estão sendo mapeadas na região de Poços de Caldas. Um aspecto importante é que o Brasil ainda tem cerca de 80% do território para ser mapeado em termos de recursos minerais”, explica.

Segundo o especialista, outros estados também já identificaram reservas importantes, com destaque para Goiás.

“Goiás é um exemplo. O estado tem recursos minerais, particularmente terras raras, e um dos projetos mais avançados em termos de refino está na região. Em Minas, temos exploração mineral principalmente de lítio, no Jequitinhonha, mas existem recursos em outros estados, ainda muito concentrados, pelo que sabemos, nessa região central do país, especialmente em Minas e Goiás”, detalha.

Professor Aldemir Drummond, da Fundação Dom Cabral (FDC) • Reprodução Itatiaia
Professor Aldemir Drummond, da Fundação Dom Cabral (FDC) • Reprodução Itatiaia

Projeto de terras raras em Poços de Caldas

No estado mineiro, um dos projetos em desenvolvimento está em Poços de Caldas, no Sul do estado. A empresa Viridis realiza estudos para a extração e o processamento de terras raras com potencial para aplicações magnéticas.

A previsão da empresa é iniciar a operação em 2028. Segundo o diretor-executivo da Viridis, José Marques Braga Júnior, o projeto prevê o processamento de cerca de 5 milhões de toneladas de minério por ano.

“O nosso projeto visa ao processamento de cerca de 5 milhões de toneladas de minério. Esse material será processado dentro da indústria para produzir 15 mil toneladas de carbonato de terras raras por ano”, afirma.

Para o executivo, o potencial geológico da região pode favorecer o desenvolvimento de uma cadeia produtiva de terras raras no país.

“Hoje temos uma certeza muito grande do potencial geológico da nossa região, no planalto de Poços de Caldas. Isso já está comprovado não só pelo trabalho desenvolvido pela Viridis, mas também por outras empresas de terras raras que atuam na região. Podemos dizer que esse é um dos melhores depósitos de terras raras do mundo, o que gera atratividade econômica para operações de porte significativo e para a produção de terras raras que vão fomentar uma cadeia importante no Brasil e no exterior, voltada à produção de ímãs”, afirma.

Diretor-executivo da Viridis, José Marques Braga Júnior • Anderson Porto / Itatiaia
Diretor-executivo da Viridis, José Marques Braga Júnior • Anderson Porto / Itatiaia

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Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), atualmente mestranda em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já atuou na Band Minas e na TV Alterosa.

 

 

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