Terras raras leves e pesadas: entenda a diferença
As terras raras são elementos versáteis e desempenham um papel vital na fabricação de eletrônicos

Formado por um grupo de 17 elementos, as terras raras possuem aplicações e dinâmicas de mercado. Elas são frequentemente divididas em duas categorias de acordo com seu peso atômico: leve e pesado.
Esses elementos possuem propriedades químicas muito semelhantes, como maleabilidade, boa condutividade e capacidade de armazenar energia. Por essas características, as terras raras são utilizadas na fabricação de equipamentos e tecnologias aplicados em áreas como comunicação, energia renovável, saúde e indústria militar.
Terras raras leves
Segundo o Serviço Geológico do Brasil (SGB), os elementos de terras raras leves são o lantânio (La), cério (Ce), praseodímio (Pr), neodímio (Nd), promécio (Pm), samário (Sm), európio (Eu), mais o escândio (Sc) e ítrio (Y), que possuem números atômicos menores.
Esses elementos, de acordo com o portal da mineração, produzido pelo Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), esses minerais costumam ser encontrados com maior facilidade e são utilizados principalmente na fabricação de ímãs permanentes, catalisadores e equipamentos eletrônicos.
Terras raras pesadas
Já as terras raras pesadas são menos comuns e mais difíceis de separar durante o processamento. Por isso, costumam ter maior valor de mercado e são muito importantes para tecnologias de alto desempenho, como motores de carros elétricos, turbinas eólicas e equipamentos militares.
São compostos por: gadolínio (Gd), térbio (Tb), disprósio (Dy), hólmio (Ho), érbio (Er), túlio (Tm), itérbio (Yb) e lutécio (Lu), com números atômicos maiores.
Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), atualmente mestranda em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já atuou na Band Minas e na TV Alterosa.



