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Estudo mineiro aposta em tecnologia para combater o greening na citricultura

Governo de Minas Gerais e Universidade Federal de Viçosa firmam parceria para implementar o projeto Citros Guard 4.0 e ampliar o combate ao greening no estado

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Safra de laranja fecha em 292,9 milhões de caixas; greening causou perdas recordes
Tecnologia e inovação reforçam combate ao greening na citricultura mineira • Canva/ Banco de imagem

Com investimento superior a R$ 3 milhões, anunciado pelo Governo de Minas Gerais na quinta-feira (14), uma parceria entre o Estado e a Universidade Federal de Viçosa (UFV) busca ampliar pesquisas e fortalecer o combate ao greening na citricultura mineira. A iniciativa prevê o uso de inteligência artificial (IA), drones e aprendizado de máquina para o monitoramento fitossanitário avançado dos pomares.

O objetivo é proteger a produção estadual, já consolidada como a segunda maior do país, e impulsionar o crescimento do setor por meio de tecnologias de precisão. Com recursos provenientes do Acordo de Reparação pelo rompimento das barragens em Brumadinho, o projeto pretende ampliar a segurança sanitária para pequenos e grandes produtores. A expectativa é reduzir perdas agrícolas por meio do diagnóstico automatizado de doenças e fortalecer a competitividade da citricultura mineira.

Batizado de Citros Guard 4.0, o projeto é voltado ao monitoramento e à gestão fitossanitária da citricultura em Minas Gerais, com foco inicial no combate ao greening. Considerada a principal doença que afeta plantas cítricas, como laranja, tangerina e limão, a enfermidade pode provocar perdas de até 80% nos pomares e representa uma das maiores ameaças à produção mundial.

A pesquisa utiliza inteligência artificial e aprendizado de máquina para auxiliar no diagnóstico e na tomada de decisões no campo. O projeto também prevê o uso de drones equipados com câmeras multiespectrais e termais, capazes de identificar plantas infectadas e mapear a dispersão do inseto transmissor da doença.

Objetivos econômicos

Além do controle fitossanitário, o investimento busca proteger a produção mineira, que ultrapassou 1,2 milhão de toneladas em 2024, consolidando Minas Gerais como o segundo maior produtor de citros do Brasil. A meta é estimular um crescimento mínimo de 15% no setor e posicionar o estado entre os principais polos citrícolas do país.

Embora tenha início na citricultura, a estrutura tecnológica e as políticas públicas desenvolvidas pelo projeto poderão ser aplicadas futuramente a outras cadeias agrícolas. O convênio também inclui estudos sobre produção de mudas, uso de defensivos agrícolas e ecotoxicologia.

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Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), atualmente mestranda em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já atuou na Band Minas e na TV Alterosa.

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