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Indústria brasileira lamenta novo tarifaço; Fiesp culpa governo Lula por 'ruídos diplomáticos'

Federação das Indústrias do Estado de São Paulo declara preocupação com a imposição de nova sobretaxa às exportações de produtos brasileiros para os EUA

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Brasil precisa qualificar 14 milhões de profissionais da indústria até 2027, diz CNI | CNN Brasil
Empresas brasileiras suspendem produção e exportações após tarifaço de Trump • Créditos: CNN Brasil

As entidades representativas das indústrias brasileiras lamentaram, nesta quarta-feira (15), a decisão dos Estados Unidos de impor uma nova sobretaxa às exportações de produtos brasileiros para o mercado americano.

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) atribuiu responsabilidade ao governo brasileiro devido a “ruídos diplomáticos desnecessários”.

“Em um momento de extrema sensibilidade econômica mundial, a opção do governo brasileiro por ruídos diplomáticos desnecessários, críticas personalistas, discursos eleitorais e desalinhamento político com Washington acabou por minar vínculos construídos ao longo de mais de 200 anos de cooperação bilateral”, informou a Fiesp em nota.

Segundo a federação, a retaliação comercial poderia ter sido evitada com uma “condução técnica e pragmática”.

Consequências

A Fiemg (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais) avalia que a medida cria uma diferença “relevante” em relação aos fornecedores de outros países, o que pode resultar na perda de competitividade da indústria brasileira.

Entre as possíveis consequências, estão a substituição de fornecedores brasileiros, a pressão pela redução de preços e margens e a renegociação de contratos, prazos e condições comerciais.

“A tarifa de 25% altera de forma expressiva as condições de acesso dos produtos brasileiros ao mercado americano. Será fundamental garantir clareza sobre os produtos atingidos, os prazos de implementação da medida e o tratamento dos contratos em andamento, reduzindo as incertezas para as empresas exportadoras”, afirmou Verônica Winter, coordenadora de Facilitação de Negócios Internacionais do Centro Internacional de Negócios da Fiemg.

A CNI (Confederação Nacional da Indústria) afirmou que a sobretaxa agrava um cenário que já vinha pressionando as exportações brasileiras. Segundo a entidade, as vendas aos Estados Unidos caíram 13% no primeiro semestre deste ano, o equivalente a US$ 2,6 bilhões (R$ 13 bilhões).

"Os efeitos do aumento de tarifas dos Estados Unidos estão sendo cada vez mais sentidos pela indústria brasileira: 20 dos 27 estados reduziram suas exportações ao mercado norte-americano no primeiro semestre. Diante do anúncio de hoje, o cenário tende a piorar, corroendo ainda mais a competitividade da indústria brasileira. Não podemos poupar esforços para reverter essa lógica e retomar a relação que Brasil e Estados Unidos construíram", afirmou o presidente da CNI, Ricardo Alban.

Com informações de CNN

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