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Indústria alerta para perda de competitividade brasileira com tarifa de 25% dos EUA

Novo tarifaço é resultado de uma investigação do órgão estadunidense que ocorria desde que Trump anunciou a primeira sobretaxa sobre o Brasil, em 50%, em julho 2025

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Novo tarifaço é resultado de uma investigação do órgão estadunidense que ocorria desde que Trump anunciou a primeira sobretaxa sobre o Brasil, em 50%, em julho 2025 • Banco de imagens / Canva

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) alertou que a tarifa de 25% sobre os produtos brasileiros anunciada, nesta quarta-feira (15), pelo governo dos Estados Unidos pode provocar a perda da competitividade da indústria brasileira. De acordo com a classe, a medida cria uma diferença relevante em relação a fornecedores de outros países que disputam os mesmos compradores.

“A tarifa de 25% altera de forma expressiva as condições de acesso dos produtos brasileiros ao mercado americano. Será fundamental garantir clareza sobre os produtos atingidos, os prazos de implementação da medida e o tratamento dos contratos em andamento, reduzindo as incertezas para as empresas exportadoras”, afirmou Verônica Winter, coordenadora de Facilitação de Negócios Internacionais do Centro Internacional de Negócios da FIEMG.

Ainda segundo a instituição, o impacto efetivo dependerá dos produtos alcançados, da classificação tarifária de cada mercadoria e do tratamento concedido aos concorrentes internacionais.

“Entre as possíveis consequências estão a substituição de fornecedores brasileiros, a pressão pela redução de preços e margens e a renegociação de contratos, prazos e condições comerciais”, disse em nota.

Já a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) afirmou que a retaliação comercial poderia ter sido evitada com uma "condução técnica e pragmática".

“Em um momento de extrema sensibilidade econômica mundial, a opção do governo brasileiro por ruídos diplomáticos desnecessários, críticas personalistas, discursos eleitorais e desalinhamento político com Washington acabou por minar vínculos construídos ao longo de mais de 200 anos de cooperação bilateral”, informou a Fiesp em nota.

De acordo com o governo norte-americano, o novo tarifaço advém de uma investigação do órgão estadunidense que ocorria desde que Trump anunciou a primeira sobretaxa sobre o Brasil, de 50%, em julho de 2025.

No começo de junho, o Representante Comercial dos Estados Unidos propôs a imposição de novas tarifas de 25% sobre todas as importações do Brasil no âmbito da Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana - ferramenta de política comercial que permite aos EUA investigarem e retaliarem outras nações contra práticas comerciais consideradas injustas.

O USTR determinou que políticas do governo brasileiro sobre comércio digital, tarifas preferenciais, combate à corrupção, processamento de patentes e pirataria, etanol e desmatamento ilegal geram insegurança jurídica e competição desleal aos players dos EUA.

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Jornalista formada pelo UniBH, é apaixonada pelo dinamismo do factual e pelo poder das histórias bem narradas. Com trajetória que inclui passagens pelo Sistema Faemg Senar, jornal Estado de Minas e g1 Minas, possui experiência em múltiplas plataformas e linguagens. Atualmente, integra a redação da Rádio Itatiaia, onde acompanha os principais acontecimentos de Minas Gerais, do Brasil e do mundo