Belo Horizonte
Itatiaia

Entenda quais são os produtos da indústria brasileira na mira da taxação dos Estados Unidos

O Brasil é o principal fornecedor de 11 produtos para o mercado norte-americano

Por
Mercadorias para exportação
Nova taxação dos EUA pode impactar bilhões em exportações brasileiras • Ascom Faeb

Uma projeção divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) na última segunda-feira (6) aponta que, caso o governo dos Estados Unidos adote novas propostas de taxação contra o Brasil, cerca de 4.187 produtos exportados pelo país poderão ser afetados. Juntos, eles representam US$ 14,9 bilhões em exportações.

Atualmente, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) realiza audiências públicas sobre uma proposta de sobretaxa de 25% para produtos brasileiros, além de conduzir outra investigação, que prevê a aplicação de uma tarifa adicional de 12,5%.

Segundo a CNI, mais de quatro mil produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos podem ser atingidos pelas novas medidas. Hoje, esses itens já estão sujeitos à tarifa adicional temporária de 10%, prevista na Seção 122 da legislação comercial norte-americana, em vigor até 24 de julho.

Com base em estatísticas da Comissão de Comércio Internacional dos Estados Unidos (USITC), a CNI destaca que o Brasil é o principal fornecedor de 11 produtos para o mercado norte-americano. Caso as novas medidas sejam implementadas, esses itens poderão ter tarifas elevadas para até 37,5%.

Confira os principais produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos que podem ser afetados e sua participação nas importações dos EUA:

  • Compensado de pinus: 99,6%
  • Ferro-gusa não ligado: 73,3%
  • Álcool etílico não desnaturado: 72,3%
  • Tabaco curado por fumaça ou processado: 72,0%
  • Molduras de madeira padrão de pinho: 59,4%
  • Estacas, paliçadas, postes e trilhos de madeira: 57,8%
  • Açúcar de cana bruto, em forma sólida: 52,9%
  • Granito monumental ou para construção: 48,9%
  • Hidróxido de alumínio: 47,5%
  • Sebo não comestível: 37,5%
  • Peptonas e seus derivados: 33,1%
Por

Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), atualmente mestranda em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já atuou na Band Minas e na TV Alterosa.