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Tarifaço: especialistas analisam motivação de Trump, impactos ao Brasil e apontam alternativas

Governo dos EUA anunciou tarifas de 25% contra produtos brasileiros

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Presidente Donald Trump e Presidente Lula (PT)
Os presidentes dos EUA, Donald Trump (esq.), e do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (dir.) • AFP | Ricardo Stuckert / PR

O governo dos Estados Unidos decidiu aplicar novas tarifas aos produtos brasileiros na noite dessa quinta-feira (15). Dessa vez, o presidente estadunidense, Donald Trump, acatou uma recomendação de uma tarifa de 25% a produtos brasileiros. Especialistas ouvidos pela Itatiaia apontaram as possíveis motivações de Trump, além de relatar os principais impactos ao Brasil e possíveis alternativas para o governo brasileiro.

Para o professor, economista e consultor financeiro Carlos Eduardo Costa, Donald Trump pode ter usado as tarifas para pressionar o Brasil.

"Donald Trump acredita na utilização das tarifas como forma até de política econômica. Numa primeira direção, para pressionar os governos a negociar para abrir mão de algumas coisas que ele acha importante para a economia americana, etc. Ou seja, eu imponho uma tarifa ao seu país para te levar na mesa de negociação e poder impor alguma outra condição que eu queira", disse.

"Um segundo aspecto que ele acha também relevante é que ele acredita que, impondo tarifas, ou seja, tornando os produtos importados pelos Estados Unidos mais caros, ele vai estimular que esses produtos passem a ser produzidos internamente dentro do solo americano, empregando mão de obra americana, trazendo eh mais impostos para a economia americana", apontou.

Impactos ao Brasil

Ainda segundo o economista, empresas cujas vendas são direcionadas ao mercado americano podem ser impactadas e "repassar" esse efeito aos consumidores brasileiros.

"A gente tem alguns segmentos e algumas empresas cuja venda, ela tá basicamente direcionada ao mercado americano. Caso essa empresa não consiga encontrar um mercado alternativo, novos clientes, as vendas vão diminuir. Isso, obviamente, vai impactar não só aqueles funcionários daquela empresa, mas também a população da cidade, da região onde essa empresa está inserida", explicou.

"Um outro impacto pode também vir a partir do momento em que as empresas tenham parte das suas vendas comprometidas para os Estados Unidos, elas vão ter que até reajustar os preços das mercadorias para o Brasil. Então, pode ser que a gente tenha, inclusive, aumento de preços internamente a partir do momento que essas empresas tiverem mais dificuldade para escoar sua produção", acrescentou.

Já para a coordenadora de facilitação de negócios internacionais da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o impacto principal será nos produto que não estão na lista de isenção. "Eles poderão ser afetados e ter uma diferença de, por exemplo, 25% em relação aos seus concorrentes, a outros países que também enviam esses produtos para os Estados Unidos e vão estar com a tarifa de 10 ou 12% do trabalho forçado, mas não vão estar sofrendo com essa tarifa de 25%", disse.

Ações do Brasil

Para o presidente do Sistema Faemg Senar, Antônio Di Salvo, o momento requer negociação e cautela.

"Paciência é a palavra da vez completamente. Devemos esperar mais. Vamos ver o que que define. Os principais produtos estão fora. Café solúvel não, mas nós vamos lutar para que a gente tenha todos os produtos do agro fora dessa tarifa", afirmou.

Motivação

O governo dos Estados Unidos informou que as políticas do governo brasileiro relacionadas ao comércio digital, o Pix, o combate à corrupção, o etanol e ao desmatamento ilegal geram insegurança jurídica e competição desleal às empresas norte-americanas.

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Apaixonado por rádio, sou um bom mineiro que gosta de uma boa conversa e de boas histórias. Além de acompanhar a movimentação do trânsito, atuo também na cobertura de vários assuntos na Itatiaia. Sou apresentador do programa 'Chamada Geral' na Itatiaia Ouro Preto.

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Fabiano Frade é jornalista na Itatiaia e integra a equipe de Agro. Na emissora cobre também as pautas de cidades, economia, comportamento, mobilidade urbana, dentre outros temas. Já passou por várias rádios, TV's, além de agências de notícias e produtoras de conteúdo.

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Formada, há 13 anos, em jornalismo, pela Faculdade Pitágoras BH. Pós-graduada em jornalismo digital e produção multimídia.