'Está na hora do Brasil acordar', diz Rita Mundim sobre tarifaço dos EUA
Rita refletiu, ainda, sobre a ação da diplomacia brasileira, perguntando se ela agiu de forma proativa

A economista Rita Mundim afirmou, nesta quinta-feira (16), que o Brasil precisa acordar e negociar com os Estados Unidos, após o país aplicar tarifas de 25% a produtos brasileiros.
"Trump está usando essas tarifas em nome da liderança americana na tecnologia, em nome da atração de cadeias produtivas de interesse dos Estados Unidos, de volta aos Estados Unidos, em nome da segurança econômica dos Estados Unidos. Ele não está fazendo nada daquilo que ele não tenha avisado antes. Ele quer a hegemonia da economia global nos Estados Unidos. E é isso que ele tá fazendo. E está todo mundo negociando com ele. Está na hora do Brasil acordar", disse ela, durante o Jornal da Itatiaia.
Rita refletiu, ainda, sobre a ação da diplomacia brasileira, perguntando se ela agiu de forma proativa. "Acho que faltou um jogo de cintura da diplomacia", afirmou a economista.
Rita também levou em conta o ano eleitoral para comentar a ação da diplomacia brasileira. "Vamos pensar juntos: será que o ano eleitoral tem a ver com essa postura menos proativa da diplomacia brasileira? Será que defender quem produz, será que defender o empresário da indústria e do agro dá mais votos do que adotar um discurso populista em nome da injustiça do imperialismo e da defesa da soberania brasileira? Fica essa pergunta pra gente refletir", afirmou.
Tarifaço
O governo dos Estados Unidos confirmou, na noite dessa quinta-feira (15), a aplicação de novas tarifas contra produtos brasileiros. O presidente americano, Donald Trump, acatou uma recomendação do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês) e impôs uma alíquota adicional de 25% sobre uma série de mercadorias. O novo tarifaço advém de uma investigação do órgão estadunidense que ocorria desde que Trump anunciou a primeira sobretaxa sobre o Brasil, de 50%, em julho de 2025.
O USTR determinou que políticas do governo brasileiro sobre comércio digital, tarifas preferenciais, combate à corrupção, processamento de patentes e pirataria, etanol e desmatamento ilegal geram insegurança jurídica e competição desleal aos players dos EUA.
Porém, a SPE (Secretaria de Política Econômica) do Ministério da Fazenda avalia que, caso sejam implementadas, as novas tarifas dos Estados Unidos às exportações brasileiras devem ter impacto "reduzido" na economia brasileira, segundo o boletim macrofiscal divulgado mais cedo nessa quinta.
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