Agro brasileiro avança entre desafios, tecnologia e resiliência
Agronegócio brasileiro vive uma transformação estrutural impulsionada pela sustentabilidade, inovação tecnológica e pela resiliência de quem trabalha no campo

Segundo o último Censo Agropecuário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil possui aproximadamente cinco milhões de produtores rurais. Desse total, 77%, cerca de 3,9 milhões de estabelecimentos, pertencem à agricultura familiar. Nesse cenário, o futuro do agronegócio brasileiro passa pela sustentabilidade, pela adoção de tecnologias e pela persistência de quem atua diariamente no campo.
O vice-presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e presidente do Sistema Faemg, Antônio de Salvo, destaca a importância de ampliar a visibilidade do setor e aproximar a população urbana da realidade do campo.
“Vamos continuar crescendo sempre. Vai ter tropeço, sim. Estamos em um momento difícil, mas vamos continuar construindo um país e um estado melhores”, afirma.

Para ele, o produtor rural é, sobretudo, resiliente e permanece à frente do trabalho mesmo diante dos desafios. O poder público também exerce um papel importante no fortalecimento do setor, como reforça o secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (SEAPA), Thales Fernandes.
“Precisamos ter previsibilidade para produzir, formar estoques e não depender exclusivamente do clima. Mesmo com irrigação, tecnologia de ponta e melhoramento genético, ainda dependemos de fatores externos. Hoje, por exemplo, a alta dos juros impacta diretamente a produção. Muitas pessoas podem optar por investir recursos no banco, mas o agricultor continua produzindo. O homem do campo investe na terra e depende de boas condições para colher”, detalha.

Desafios e persistências
Mesmo diante das dificuldades, como a restrição ao crédito rural, o produtor José Elvis da Cunha, de São Gotardo, mantém o otimismo sobre o setor.
“Nós somos guerreiros. Enfrentamos chuva, sol, economia instável, importação, exportação e impostos. O agro movimenta muitos empregos e tem um peso muito importante na economia do país”, afirma.
Já Marciana Aparecida dos Santos, trabalhadora da colheita de café em uma fazenda de Lavras, no Sul de Minas, demonstra confiança nas perspectivas para a safra deste ano.
“Tenho muitos planos e acredito que a colheita será muito boa. Como dá para ver, há bastante grão nos pés de café. Creio que vou conseguir realizar meus objetivos neste ano. Colher café não é apenas trabalho para mim, também ajuda na mente e no dia a dia”, conta.
Confira a reportagem completa:
Fabiano Frade é jornalista na Itatiaia e integra a equipe de Agro. Na emissora cobre também as pautas de cidades, economia, comportamento, mobilidade urbana, dentre outros temas. Já passou por várias rádios, TV's, além de agências de notícias e produtoras de conteúdo.
