O Ibovespa, principal indicador do mercado de ações brasileiro, fechou a quarta-feira (21) em uma disparada de 3,33% aos 171.816,67 pontos, segundo dia seguido de recorde na bolsa de valores local. A alta foi influenciada pelo alívio na tensão entre os Estados Unidos e a União Europeia
No mercado de câmbio, o real também foi beneficiado com uma melhora na percepção de risco global, que valoriza os países emergentes. O dólar fechou com uma desvalorização de 1,11%, cotado a R$ 5,31. O DXY, que compara a moeda americana frente às principais divisas no mercado, fechou com alta de 0,14% aos 98.778 pontos.
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Pela manhã, o mercado ficou atento ao discurso do presidente Donald Trump no Fórum Econômico Internacional de Davos. Na ocasião, o republicano reafirmou o interesse pela posse da Groenlândia, território autônomo da Dinamarca, mas
Mais no fim da tarde, Trump anunciou que encaminhou um acordo com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) pelo controle da ilha. Apesar de não dar mais detalhes sobre o negócio, ele cancelou as tarifas de 10% que seriam aplicadas em fevereiro contra os países europeus que defendessem o território.
“Essa solução, se concretizada, será excelente para os Estados Unidos da América e para todos os países da OTAN. Com base nesse entendimento, não imporei as tarifas que entrariam em vigor em 1º de fevereiro. Discussões adicionais estão sendo realizadas sobre a Cúpula Dourada, no que diz respeito à Groenlândia”, escreveu Trump, após reunião com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte.
Segundo o economista sênior do Inter, André Valério, o discurso de Trump foi menos “beligerante” do que o esperado. Ele observa que o alívio nas tensões favoreceu os mercados emergentes de uma forma geral, em especial países produtores de commodities, com a alta expressiva do gás natural.
“Assim, a perspectiva de uma distensão nas relações entre Europa e Estados Unidos desencadeou um ambiente de risk-on, mas que acabou favorecendo o resto do mundo, em meio à elevada incerteza em torno do governo Trump e à já grande exposição global a ativos americanos”, disse.
Já para o especialista em renda variável do Inter, Matheus Amaral, o mercado brasileiro é uma
“Esse movimento foi interpretado como a possibilidade de um cenário político mais ao centro ou centro-direita, o que o mercado associa a um ambiente de negócios potencialmente mais favorável, ajudando a fortalecer a bolsa”, explicou o especialista.
A diferença que era de 12 pontos percentuais (p.p) para Lula, de 53% para 41%, caiu para cerca de 4 p.p na comparação com a pesquisa de dezembro. Agora, o petista figura com 49,2% das intenções de voto, enquanto o senador aparece com 44,9%.
A pesquisa ouviu 5.418 eleitores, por meio de recrutamento digital aleatório, com margem de erro de 1 p.p. O levantamento é registrado no TSE com o número BR-02804/2026