O mercado imobiliário aposta que em 2026 pode haver uma “corrida” por unidades habitacionais, proporcionada por mudanças em mecanismos de financiamento subsidiado e queda na taxa básica de juros. Com expectativa de aumento expressivo nas vendas e um crescimento geral de quase 2% em relação ao ano passado, agentes do setor afirmam que o momento é ideal para compras e alertam para a alta dos preços.
O motivo principal do otimismo é a queda na taxa básica de juros, a Selic. Em
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Segundo Alex Veiga, CEO do Grupo Patrimar, construtora que atua na baixa, média e alta renda, a
“O imóvel nessa hora é a certeza, é a garantia da valorização. Ao longo dos anos, se você ver a inflação, a valorização do imóvel é sempre maior. E como não existe tanta oferta assim, tem uma chance enorme de uma corrida para o imóvel, e com isso o preço dispara”, disse.
Em 2025, a inflação fechou o ano em 4,26%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A título de comparação, o preço do metro quadrado do imóvel teve uma valorização de 6,52% no mesmo período, de acordo com levantamento do Índice FipZap, que monitora os preços de venda nas 56 principais cidades do Brasil.
Momento favorável
Para o CEO da MRV&CO, Eduardo Fischer, a queda na Selic é uma expectativa grande no mercado para beneficiar o financiamento de unidades habitacionais. Na medida em que o empréstimo fica mais barato, há um ganho de custo que será repassado aos clientes.
“Você tem um momento favorável para a compra. Quando você olha para além do acesso à moradia, o imóvel é um excelente investimento, ele valoriza mais que a inflação historicamente. Então, além das famílias estarem investindo na casa própria, também estão fazendo um investimento no seu patrimônio. Olhando para 2026, talvez seja o momento mais oportuno para realizar essa compra e realizar esse sonho do que foi em 2025 e 2024”, disse.
Eleições
O CEO da imobiliária Pitchon Imóveis, Ricardo Pitchon, alerta ainda para o fator eleições no mercado. Com décadas de experiência, o executivo destaca que a tendência é ter mais dinheiro circulando na economia, causando um leve aumento na inflação e nos custos dos construtores.
“Com dinheiro circulando na economia, mais poder aquisitivo, as pessoas compram mais. O imóvel é um investimento que as pessoas escolhem para isso. O que eu posso falar é que quanto mais rápido comprar, melhor. Posso te afirmar categoricamente que o preço dos imóveis vão subir esse ano. Quem se antecipar vai comprar muito bem. Eu vendo imóvel há tanto tempo e posso dizer que nunca vi o preço recuar”, ressaltou.
Já o presidente do Sindicato das Indústrias da Construção Civil de Minas Gerais, Raphael Lafetá, chama atenção para outro aspecto que pode passar despercebido para quem não acompanha o mercado: a reforma do imposto de renda. Com a isenção para quem ganha até R$ 5 mil e descontos de até R$ 7.350, ele explica que o dinheiro extra sobrando favorece o financiamento.
“A questão da tabela do Imposto de Renda, quando você coloca R$ 5 mil de isenção, você libera um dinheirão na mão da população que precisa ter acesso a moradia digna. Com a adequação das tabelas da Caixa, valores e faixas de renda, isso também abre uma oportunidade muito grande para a população ter acesso às moradias. Esse público vai procurar o imóvel e ir para o mercado do Minha Casa Minha Vida”, disse.