Correios recebem R$ 10 bilhões do empréstimo e pagam salários e dívidas

Empréstimo contratado com um grupo de cinco bancos deve assegurar o fluxo de caixa da estatal até março

Estatal tem prejuízo acumulado de R$ 6,1 bilhões em 2025

Os Correios receberam, nessa terça-feira (30), R$ 10 bilhões do empréstimo contratado com um grupo de cinco bancos, como parte do seu plano de reestruturação. O restante dos R$ 2 bilhões previstos no contrato assinado na última sexta-feira (26) devem entrar no caixa da estatal em 2026.

Segundo informações da CNN Brasil, a empresa usou parte dessa primeira parcela do empréstimo para pagar salários de funcionários e dívidas com fornecedores. No início da semana, o presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, disse que o financiamento seria usado para gerar liquidez imediata na empresa.

O empréstimo contratado com o grupo de bancos composto por Santander, Bradesco, Itaú, Banco do Brasil e Caixa, deve assegurar o fluxo de caixa da companhia até março. Os R$ 12 bilhões serão usados na recuperação do caixa, com o pagamento e negociação de todas as obrigações em atraso.

“No primeiro momento, a gente precisa gastar recursos financeiros para viabilizar a melhoria nas despesas ali para frente. Em 2026, o que a gente fala da necessidade de captação é para a empresa ter fôlego para implementar as melhorias que a gente colher integralmente só em 2027”, destacou Emmanoel Rondon.

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Apesar do empréstimo, o presidente dos Correios afirmou que a empresa vai precisar de mais R$ 8 bilhões no próximo ano. Originalmente, a estatal estimava a necessidade de um empréstimo de R$ 20 bilhões, mas o valor não foi acordado com os bancos por causa da taxa de juros que estava sendo cobrada pelas instituições.

“Permanece a necessidade de captação de R$ 8 bilhões. Essa necessidade de captação vai ser vista em 2026. Se a melhor opção é o aporte [do Tesouro Nacional] ou outra operação de crédito, ainda não está definido”, disse o presidente dos Correios.

Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.

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