Brasil importa mais caneta emagrecedora que celular

Com explosão na demanda por produtos como Ozempic e Mounjaro, importações das canetas cresceu 88%

Somente da Dinamarca, sede da fabricante do Ozempic, país importou US$ 734 milhões em canetas emagrecedoras

A importação de canetas emagrecedoras como Ozempic e Mounjaro somou US$ 1,6 bilhão, ou cerca de R$ 9 bilhões em 2025, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC). A compra do produto cresceu 87,8% na comparação com 2024, quando foram importados cerca de US$ 888 milhões.

As canetas aparecem na frente de bens de consumo tradicionais como smartphones (US$ 562 milhões), azeite de oliva (US$ 533 milhões) e até pneus (US$ 695 milhões). Para além do crescimento da demanda, o movimento ocorre na medida em que não há produção nacional desse tipo de produto. Os dados foram compilados pelo blog do jornalista Fernando Nakagawa, da CNN Brasil.

O país que mais vende esse tipo de medicamento para o Brasil é a Dinamarca, sede da farmacêutica Novo Nordisk, criadora do Ozempic e Wegovy, respondendo por 44% do total (US$ 734,7 milhões em 2025).

O segundo país que mais exportou para o mercado brasileiro foi os Estados Unidos, sede da Eli Lilly, fabricante do Mounjaro, com 35,6% das importações ou US$ 593,7 milhões. Inclusive, foi o produto que causou a expansão das importações de canetas emagrecedoras, uma vez que as compras dos americanos cresceram 992% em relação a 2024 (US$ 54,4 milhões.

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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.

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