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Valdir Barbosa | Governo desprotege verbas do Seguro Rural e Embrapa podendo usá-las para outros fins

Frente Parlamentar da Agropecuária vai trabalhar para derrubar a decisão presidencial após as férias dos deputados

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A alteração na circulação foi feita pela BHTrans com o objetivo de “proporcionar mais segurança para pedestres e veículos e melhorar a fluidez na circulação de veículos”.
O governo federal entra 2026 acenando linha dura com a agropecuária brasileira • foto
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O governo federal entra 2026 acenando linha dura com a agropecuária brasileira ao vetar parte do texto da Lei 15.321 que direciona o orçamento do ano.

O veto do presidente Lula desprotege verbas que seriam usadas no fortalecimento do Seguro Rural e das pesquisas e infraestrutura da Embrapa, provocando reação da Frente Parlamentar da Agropecuária e da Confederação Nacional da Agropecuária.

Há pouco mais de um ano foi divulgado por fontes ligadas à Embrapa, que possui 42 regionais pelo Brasil afora, que o órgão estaria se paralisando por falta de verbas em alguns locais, até para pagar aluguel e energia elétrica.

A Embrapa é um dos maiores centros de pesquisas da agropecuária mundial e tem um dos mais importantes bancos de dados do planeta.

E se o Brasil hoje está entre os líderes na produção mundial, temos que agradecer a Embrapa que surgiu na década de 1970 sob o comando de Eliseu Alves e, logo em seguida, abraçada pelo ex-ministro da Agricultura Alyson Paolinelli, que foi o desbravador do Cerrado brasileiro.

Foi um projeto “maluco” na época! Os agricultores tinham um ditado: “Terra de Cerrado, nem dada e nem herdada”, e hoje são as terras mais valorizadas do Brasil.

Além de Paolinelli, outros grandes ministros por lá passaram, como Antonio Cabrêra, Teresa Cristina e Roberto Rodrigues que até hoje prestam grandes serviços ao agro brasileiro.

Roberto Rodrigues salvou nosso agro na COP 30, em Belém, ao contestar e “rasgar” o texto que seria apresentado aos participantes do evento com intuito de destruir a agropecuária brasileira.

A presidente da Embrapa, Sílvia Massruhá, mostrou na COP 30, na minha opinião, um dos melhores ou talvez o melhor trabalho de comunicação da agropecuária brasileira com o mundo agrícola até hoje, a AgriZone.

Viu-se que, aqui no Brasil tem volume de produção, qualidade, tecnologia, rastreabilidade, respeito ambiental do verdadeiro produtor, enfim, tudo que o mundo quer sobre sustentabilidade da agropecuária.

Quem sabe, por meio da AgriZone, seja criado um canal para mostrar ao povo brasileiro o que ele tem na produção de alimentos e muitas vezes desconhece.

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Produtor rural no município de Bambuí, em Minas Gerais, foi repórter esportivo por 18 anos na Itatiaia e, por 17 anos, atuou como Diretor de Comunicação e Gerente de Futebol no Cruzeiro Esporte Clube. Escreve diariamente sobre agronegócio e economia no campo.