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Preços dos alimentos estão nas mãos do governo

Juros altos, seguro rural que proteja a agricultura e renegociação das dIvidas dos produtores, são barreiras que travam a boa produção de alimentos

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Demanda é complexa e estão em jogo a presença farta de alimentos em sua mesa • Freepik/Reprodução

Amigas e amigos do Agro!

Continuamos sendo um país do improviso e sem projetos para um setor que deveria ser considerado prioritário pelo governo, o agronegócio; responsável por quase 30% do PIB brasileiro, empregando 28 milhões de pessoas e produzindo alimentos a vontade para a população do país e ainda estamos entre os 3 primeiros maiores produtores de alimentos do planeta.

Se há pessoas que não se alimentam adequadamente o problema não é do agro, é da politica social dos governos. Estamos nos aproximando do preparo para o plantio da safra verão, que para alguns alimentos e algumas regiões começando em setembro.

E o Ministério da Agricultura ainda não tem o plano da agropecuária para o ano agro 26/27, que começa em julho e termina em junho do ano que vem. Nenhum produtor imagina o que vem pela frente, principalmente as taxas de juros que serão cobradas. Teremos um seguro rural adequado ou somente pirotecnia?

O pior é que muitos produtores rurais estão anulados por dívidas de anos anteriores, a maioria atingida pelo clima adverso e com perspectiva ruim diante do anuncio do El Niño, que está chegando e indicando ser um dos mais fortes da história.

A tempestade financeira está pronta e o agro sem teto para se proteger! O Senado Federal, apoiado pela Frente Parlamentar da Agropecuária, aprovou uma renegociação de dívidas dos produtores rurais, mesmo sem o acordo do governo sobre modificações que foram feitas no texto final.

A Frente Parlamentar prevê uma renegociação de dívidas em torno de 170 bilhões de reais, com 13 anos de prazo para pagamento, juros de 3,5% para agricultores familiares, 5,5% para médios produtores e para os grandes a taxa é de 7,5%.
É necessário que o produtor comprove com laudos, pelo menos, a perda de 2 safras entre 2019 e 2025.

Entre protestos do Ministério da Fazenda e demais membros da ala governista, o projeto agora fica sob responsabilidade da Câmara dos Deputados seguindo depois para a concordância e assinatura do presidente Lula. Há possibilidade de vetos. A Presidência da República avalia a alternativa de editar uma Medida Provisória como solução.

A demanda é complexa e estão em jogo a presença farta de alimentos em sua mesa e os preços que estarão nas prateleiras dos supermercados. O consumidor é o último a sentir o final de todo o processo e muitas vezes o bolso não aguenta.

Itatiaia Agro
Valdir Barbosa

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Produtor rural no município de Bambuí, em Minas Gerais, foi repórter esportivo por 18 anos na Itatiaia e, por 17 anos, atuou como Diretor de Comunicação e Gerente de Futebol no Cruzeiro Esporte Clube. Escreve diariamente sobre agronegócio e economia no campo.