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Curso em SP aborda papel das abelhas-sem-ferrão na produção de alimentos

Capacitação gratuita reúne agricultores familiares e extensionistas para discutir polinização e práticas sustentáveis

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Abelha-sem-ferrão realiza polinização em flor amarela
Insetos têm papel essencial na produção de alimentos e na biodiversidade. • Katia Braga / Embrapa

Agricultores familiares e profissionais da assistência técnica terão a oportunidade de ampliar seus conhecimentos sobre a importância dos polinizadores para a produção de alimentos durante o curso "Integrando os sistemas agroflorestais, polinizadores e as abelhas-sem-ferrão". A capacitação, que será realizada no dia 31 de julho, das 8h às 15h, é coordenada pelas pesquisadoras Katia Sampaio Malagoli Braga e Joel Leandro de Queiroga, em parceria com o Mutirão Agroflorestal.

Voltado a agricultores familiares e extensionistas, o curso oferece 25 vagas gratuitas e integra as ações do projeto Fortalecimento da Transição Agroecológica e de Redes Sociotécnicas no Estado de São Paulo (RedeFort). O objetivo é promover a troca de conhecimentos sobre a relação entre sistemas agroflorestais, polinizadores silvestres, meliponicultura e práticas agrícolas sustentáveis.

A programação foi estruturada para combinar atividades práticas, rodas de conversa e exposições dialogadas, estimulando a construção coletiva do conhecimento. Os participantes discutirão desde conceitos básicos sobre polinização até estratégias de manejo agroecológico capazes de favorecer a conservação dos polinizadores e aumentar a produção de alimentos.

A polinização é um serviço ecossistêmico essencial para a agricultura e para a manutenção da biodiversidade. No Brasil, estima-se que cerca de 80% das plantas cultivadas e silvestres relacionadas à alimentação humana dependem, em algum grau, da ação das abelhas, grupo que reúne a maior diversidade de espécies polinizadoras. Apesar da relevância desse processo, muitas informações científicas ainda chegam de forma limitada ao cotidiano de agricultores familiares.

Segundo o Censo Agropecuário de 2017, do IBGE, a agricultura familiar representa 77% dos estabelecimentos agropecuários brasileiros e responde por 67% da mão de obra ocupada no setor. Esse público desempenha papel estratégico tanto na produção de alimentos quanto na conservação dos recursos naturais, tornando fundamental o acesso a tecnologias e conhecimentos voltados à sustentabilidade dos sistemas produtivos.

Programação

Durante o curso, serão apresentados os benefícios dos sistemas agroflorestais agroecológicos para a conservação da diversidade de polinizadores, com destaque para as abelhas-sem-ferrão, além dos impactos positivos e negativos que diferentes práticas agrícolas podem causar sobre esses organismos e sobre a meliponicultura. A proposta também busca mostrar como o manejo adequado da paisagem agrícola contribui para a segurança alimentar e para a manutenção dos ecossistemas.

A programação terá início às 8 horas com atividades de integração entre os participantes. Ao longo da manhã, serão realizadas dinâmicas e rodas de conversa sobre polinização, diversidade de polinizadores e sua relação com a produção de alimentos. Após o intervalo para o almoço, o foco será a integração entre sistemas agroecológicos, conservação de polinizadores e criação de abelhas-sem-ferrão. O encerramento contará com avaliação do curso.

“A iniciativa busca formar e integrar agentes multiplicadores na região da Rede Agroflorestal de Ribeirão Preto, fortalecendo essa rede sociotécnica e valorizando as práticas agroecológicas que contribuem com a conservação de polinizadores silvestres e do serviço prestados por eles, possibilitando melhorias na produção de alimentos e na geração de renda", destacou Katia Braga.

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*Giulia Di Napoli colabora com reportagens para o portal da Itatiaia. Jornalista graduada pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022.

 

 

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