Além da soja: biocombustíveis e novos produtos impulsionam o agro nacional
Subproduto do etanol de milho, o DDG bate recorde de exportação e lidera a expansão de mercados alternativos do setor

Embora o complexo soja lidere as atenções da balança comercial brasileira — com a soja em grãos faturando US$ 6,3 bilhões apenas em maio (+14,6%) —, a sustentabilidade e a diversificação de culturas começam a desenhar uma nova realidade para o comércio exterior do país. O principal símbolo dessa transformação é o avanço rápido do DDG (Dried Distillers Grains, ou grãos secos de destilaria), subproduto gerado pelo processamento do milho para a produção de etanol e largamente utilizado na nutrição animal.
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No acumulado de janeiro a maio de 2026, as exportações de DDG atingiram o recorde de US$ 129,5 milhões, o que representa um crescimento de 37,7% em valor e de 30,5% em volume (554,8 mil toneladas). O bom momento reflete diretamente os esforços do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que viabilizou a abertura de 21 novos mercados para o produto brasileiro desde 2023. Nos primeiros cinco meses deste ano, os principais compradores foram a China (US$ 63,2 milhões), a Turquia (US$ 31,0 milhões) e o Vietnã (US$ 11,5 milhões).
Alimentos processados e nichos em alta
A diversificação também deu o tom para outros produtos menos tradicionais da pauta nacional. Registros históricos de faturamento e volume foram observados em itens como óleo de milho (US$ 28,5 milhões em maio, alta de 797,6%), sementes de gergelim, amendoim em grãos, rações para animais de estimação, além de alimentos processados como pães, biscoitos e produtos de pastelaria. No mercado de frutas, mangas e abacates também bateram recordes mensais.
Para o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, a capilaridade da produção gera impactos sociais diretos. “Quando o agronegócio responde por metade das exportações brasileiras em um mês, estamos falando de renda no campo, emprego na indústria, fortalecimento das cooperativas e mais presença do Brasil no mundo”, concluiu.
Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de cidades, agro e saúde



