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Etanol de milho: China recebe primeiras cargas de DDGS do Brasil

Embarque de 62 mil toneladas do coproduto do etanol de milho partiu do Porto de Imbituba, em Santa Catarina no dia 14 de fevereiro

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Etanol de milho: China recebe primeiras cargas de DDGS do Brasil
Coproduto do etanol de milho chegou à China no início de abril • Inpasa/Reprodução

As primeiras cargas brasileiras de DDGS (grãos secos de destilaria com solúveis), coproduto do etanol de milho, chegaram à China no início de abril. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) também confirmou o envio do primeiro contêiner de farinha de vísceras de aves ao país asiático.

Os embarques de DDGS partiram do Porto de Imbituba, em Santa Catarina, no dia 14 de fevereiro. A operação transportou cerca de 62 mil toneladas, após uma articulação da União Nacional do Etanol de Milho (Unem). As operações refletem o esforço contínuo de diversificação do portfólio exportador brasileiro, que vai além das commodities tradicionais, como soja e carne bovina in natura.

Reciclagem animal: farinha de vísceras de aves

Paralelamente, a indústria de reciclagem animal também celebra conquistas. O envio da primeira carga de farinha de vísceras de aves — ingrediente essencial para a fabricação de rações — é fruto de uma demanda da Associação Brasileira de Reciclagem Animal (Abra), atendida em abril de 2023.

A abertura deste nicho amplia as janelas de oportunidade para a indústria nacional, agregando valor a subprodutos que agora atendem à crescente demanda chinesa por insumos para nutrição animal.

 

Parceria Brasil-China em números

A China permanece como o pilar central das exportações do agronegócio nacional. A imensidão do mercado chinês, com seus 1,4 bilhão de habitantes, reflete-se diretamente no balanço comercial brasileiro:

  • Exportações em 2025: mais de US$ 55,3 bilhões em produtos agropecuários enviados à China.
  • Representatividade: o país asiático responde por 32,7% de todo o faturamento do agro brasileiro no exterior.

Esses novos fluxos comerciais de DDGS e farinhas animais demonstram que a atuação coordenada entre o Ministério da Agricultura e as associações setoriais é a chave para transformar barreiras sanitárias em pontes de comércio, garantindo a liderança do Brasil no suprimento global de alimentos e insumos.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de cidades, agro e saúde