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Mercado de drones agrícolas deve movimentar R$ 2 bilhões no Brasil em 2026

Salto nas vendas de linhas como a DJI AGRAS e ecossistemas da Xmobots consolida a aviação não tripulada no campo com economia de até 58%

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Drones iniciando operação Swarm.
Xmobots/ Divulgação • Drones iniciando operação Swarm.

Na contramão do setor de maquinário pesado, a tecnologia de precisão deve viver um ano de forte expansão no campo brasileiro. O mercado de drones agrícolas projeta movimentar mais de R$ 2 bilhões em 2026, impulsionado pela estimativa de 11 mil novas unidades ativadas para operação ao longo do ano — um crescimento de 38% em relação a 2025.

Os dados foram divulgados pela Xmobots, empresa líder no segmento na América Latina e parceira oficial da DJI Agriculture no país.

SPAD e drones operação noturna • Xmobots/ Divulgação
SPAD e drones operação noturna • Xmobots/ Divulgação

A disparada do setor ocorre em um momento em que a indústria tradicional de máquinas agrícolas projeta uma retração entre 15% e 20% para este ano, segundo estimativas da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

Tecnologia estratégica e frota dominante

A consolidação da ferramenta reflete a transição dos drones de tecnologia complementar para item estratégico nas propriedades rurais. Entre os principais apelos operacionais estão a aplicação localizada de insumos, a redução do desperdício de defensivos, o fim do amassamento das lavouras (prejuízos mecânicos causados pelos rodados de tratores e pulverizadores) e a capacidade de operar em terrenos encharcados logo após períodos de chuva.

O mercado nacional é amplamente dominado pela linha chinesa DJI Agras (com modelos como T50, T40, T25 e T100), que responde por um intervalo entre 80% e 90% dos drones ativados no Brasil.

Drones DJI AGRAS T70P • Xmobots/ Divulgação
Drones DJI AGRAS T70P • Xmobots/ Divulgação

Para além da distribuição desses drones, a Xmobots desenvolve um ecossistema nacional complementar — como a linha SPAD (75 e 200B) para apoio logístico, geradores XGEN e bases de precisão XRTK

SPAD 200B com dois drones • Xmobots/ Divulgação
SPAD 200B com dois drones • Xmobots/ Divulgação

"Quando observamos uma projeção superior a 11 mil drones ativados em um único ano, estamos falando de um mercado que atingiu um novo patamar de maturidade", afirmou Rafael Fernandes, diretor de vendas agro da Xmobots. "Os produtores de maior escala já não discutem mais se vão utilizar drones, mas como extrair o máximo potencial dessa tecnologia".

Eficiência e redução de custos no campo

Para além da venda dos equipamentos, a indústria tem apostado na integração de ecossistemas operacionais para baratear o custo por hectare. Modelos que combinam bases de apoio, gestão de dados por aplicativo e a operação em Swarm — modalidade autorizada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) que permite a um único piloto operar dois drones simultaneamente — prometem ganhos expressivos de produtividade.

Em um cenário comparativo de operação em grande escala (54 mil hectares por safra), levantamento da Xmobots indica que a pulverização por drones integrados pode gerar:

  • 66% de redução no investimento inicial em maquinário (CAPEX);
  • 58% de diminuição nos custos operacionais contínuos (OPEX);
  • Economia de até R$ 137 mil por safra frente aos pulverizadores terrestres tradicionais.

A perspectiva de economias relevantes e o ganho de eficiência operacional consolidam o Brasil como um dos mercados mais relevantes e dinâmicos para a aviação agrícola não tripulada no cenário global.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de Agro e Brasil.

 

 

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