PSDB admite dialogar com Flávio Bolsonaro se candidatura migrar para ‘centro-direita’

Paulo Abi-Ackel, presidente do partido tucano em Minas, diz que rejeita a direita radical, mas vê espaço para diálogo com o PL em caso de moderação na campanha

O deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG)

O PSDB não descarta apoiar uma eventual candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República em 2026 caso o projeto se apresente como uma alternativa de centro-direita, distante de posições consideradas radicais. A sinalização foi dada pelo deputado federal Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), presidente do partido em Minas Gerais, em entrevista à Rádio Itatiaia.

Segundo o tucano, o partido manterá a oposição histórica ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas ainda avalia qual campo político ocupará na próxima disputa presidencial.

“Se a candidatura do Flávio Bolsonaro for representativa de um projeto de centro-direita, nós poderemos dialogar e estudar a possibilidade de estarmos juntos”, disse.

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Sem um candidato à presidência da República na última eleição, em 2022, o partido tucano deve seguir o mesmo caminho em 2026. Como da última vez, Abi-Ackel afirmou que o PSDB não pretende aderir automaticamente ao bolsonarismo e estabeleceu como limite a rejeição a posições que classifica como radicais.

“Se não for uma candidatura de direita radical, o PSDB não se negará a discutir os rumos do Brasil”, disse.

O deputado disse que o partido pretende permanecer no espaço político que define como “centro, centro mais à direita”, enquanto aposta ainda na possibilidade de surgimento de uma terceira via.

“Hoje o que aparece nas pesquisas é a candidatura do Lula e uma candidatura mais à direita representada pelo Flávio Bolsonaro.”

Apesar da abertura ao diálogo com o campo conservador, Abi-Ackel reiterou que o apoio ao PT está fora do horizonte tucano.

“Não existe hipótese de apoiarmos a candidatura do Lula.”

Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio
Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast “Abrindo o Jogo”, que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.

A opinião deste artigo é do articulista e não reflete, necessariamente, a posição da Itatiaia.

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