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Troca no INSS: Senador diz que governo iniciou ‘limpeza’ para diminuir desgaste

Segundo Viana, auditorias e investigações em curso vão trazer novidades

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Senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da CPMI do INSS
Senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da CPMI do INSS • Geraldo Magela/Agência Senado

O senador Carlos Viana, ex-presidente da CPMI do INSS, avaliou a demissão do ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social, Gilberto Waller, como uma manobra do governo federal para tentar diminuir o desgaste que deve ser gerado por auditorias, investigações e delações em curso.

Waller foi substituído pela servidora de carreira Ana Cristina Viana Silveira. Na justificativa do ministro da Previdência, Wolney Queiroz, Cristina tem o perfil ideal para solucionar a fila do INSS.

A demissão ocorre dois dias depois do anúncio da delação de Mauricio Camisotti, empresário apontado como operador financeiro do esquema de descontos fraudulentos.

Segundo Viana, a delação vai trazer informações que seriam reveladas na CPMI caso ela tivesse sido prorrogada.

“Essa delação vai mostrar claramente que o governo não agiu para evitar os roubos e que teve a participação de políticos, deputados e senadores, como nós sempre falamos. Esse foi um dos grandes motivos, inclusive, de o governo e o Centrão trabalharem pelo fim da CPMI do INSS, na tentativa de que a verdade não aparecesse. Não vão conseguir. As investigações continuam e todas as provas que nós arrecadamos estão com a Polícia Federal, em um trabalho conjunto. Quem roubou os aposentados vai pagar na Justiça”, afirma o senador.

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast "Abrindo o Jogo", que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.