Troca no INSS: Senador diz que governo iniciou ‘limpeza’ para diminuir desgaste
Segundo Viana, auditorias e investigações em curso vão trazer novidades

O senador Carlos Viana, ex-presidente da CPMI do INSS, avaliou a demissão do ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social, Gilberto Waller, como uma manobra do governo federal para tentar diminuir o desgaste que deve ser gerado por auditorias, investigações e delações em curso.
Waller foi substituído pela servidora de carreira Ana Cristina Viana Silveira. Na justificativa do ministro da Previdência, Wolney Queiroz, Cristina tem o perfil ideal para solucionar a fila do INSS.
A demissão ocorre dois dias depois do anúncio da delação de Mauricio Camisotti, empresário apontado como operador financeiro do esquema de descontos fraudulentos.
Segundo Viana, a delação vai trazer informações que seriam reveladas na CPMI caso ela tivesse sido prorrogada.
“Essa delação vai mostrar claramente que o governo não agiu para evitar os roubos e que teve a participação de políticos, deputados e senadores, como nós sempre falamos. Esse foi um dos grandes motivos, inclusive, de o governo e o Centrão trabalharem pelo fim da CPMI do INSS, na tentativa de que a verdade não aparecesse. Não vão conseguir. As investigações continuam e todas as provas que nós arrecadamos estão com a Polícia Federal, em um trabalho conjunto. Quem roubou os aposentados vai pagar na Justiça”, afirma o senador.
Edilene Lopes é jornalista, cientista política, repórter e colunista da Itatiaia e analista da CNN Brasil. Com experiência em coberturas nacionais e internacionais, tem ampla experiência em entrevistas exclusivas com presidentes da República. Foi eleita a melhor repórter de rádio do Brasil pelo Troféu Mulher Imprensa e também venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados.



