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Com prisão de Collor, petistas acreditam que Bolsonaro será preso neste ano

Para lideranças do PT, Moraes não vai aceitar medidas protelatórias

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Ex-presidentes Fernando Collor de Melo e Jair Bolsonaro (PL)
Ex-presidentes Fernando Collor de Melo e Jair Bolsonaro (PL) • Alan Santos/PR

Lideranças petistas aceditam que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PT) será preso ainda neste ano. O julgamento por tentativa de golpe está previsto para setembro. Para integrantes da base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a prisão do ex-presidente Fernando Collor de Melo, mostra que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, não vai tolerar medidas protelatórias.

Segundo o deputado federal, Rogério Correia (PT), a decisão de Collor dá o tom de como pode ser com Bolsonaro. "O Supremo Tribunal Federal tomou uma medida em relação ao caso Collor de Melo, que já vinha se arrastando há muito tempo, que é de não aceitar medidas meramente protelatórias. Por isso, por 5 a 0, definiu pela prisão imediata de Collor de Melo. Com certeza isso vai caber também no caso daqueles que estão sendo investigados por tentativa de golpe, o caso Jair Bolsonaro, vários generais e outros que comandaram essa tentativa de golpe".

A previsão do vice-líder de Lula na Câmara é que Bolsonaro seja preso ainda neste ano. "O cálculo que eu faço é que em outubro esse processo de julgamento já esteja terminado. A partir daí, claro, sempre cabe algum embargo, esclarecimento e etc., mas no prazo de no máximo dezembro, Bolsonaro já deverá, porque não serão aceitas medidas protelatórias, já estar pagando pelo crime que cometeu ele e os outros, que serão certamente condenados pelo tanto de provas que já existe. E neste caso será a prisão", afirma.

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast 'Abrindo o Jogo', que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.

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