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Por que Alexandre de Moraes vai deixar a presidência do TSE?

A saída do ministro do comando da Corte não tem nada a ver com a polêmica com Elon Musk e nem com o ato de Jair Bolsonaro no Rio de Janeiro

Em junho, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes, vai deixar o cargo. Assumirá o comando da corte a vice-presidente, ministra Cármen Lúcia. A eleição será no dia 7 de maio e a substituição acontecerá no mês seguinte.

A troca já era programada e não tem nada a ver com os questionamentos feitos por Alexandre de Moraes ao dono do X (antigo Twitter), Elon Musk, e nem com o ato de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), realizado no Rio de Janeiro, neste último domingo (21). No evento, o pastor Silas Malafaia fez duras críticas a Moraes e o chamou de “ditador” e “ameaça à democracia”.

Apesar das polêmicas, Moraes vai deixar a presidência porque completa 4 anos de TSE. Quando isso acontece, os ministros, que são provenientes do Supremo Tribunal Federal (STF), têm que deixar a corte eleitoral e se estiverem na presidência acabam tendo mandatos mais curtos. Por esse motivo, Luís Roberto Barroso ficou 1 ano e 8 meses no cargo e o ministro Edson Fachin permaneceu apenas 6 meses.

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista de política da Itatiaia e podcaster no “Abrindo o Jogo”. Mestre em ciência política pela UFMG e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México). Na Itatiaia desde 2006, já foi apresentadora e registra no currículo grandes coberturas nacionais, internacionais e exclusivas com autoridades, incluindo vários presidentes da República. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil.
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