ChatGPT: novo recurso gratuito ajuda a identificar golpes online

Ferramenta integrada permite analisar links, e-mails e mensagens suspeitas direto no chat e orienta usuários contra fraudes na internet

O ChatGPT passou a contar com uma nova função voltada à segurança digital que ajuda a detectar possíveis golpes online. A novidade surgiu a partir de uma parceria entre a OpenAI e a empresa de cibersegurança Malwarebytes e permite que usuários enviem links, e-mails, domínios, números de telefone ou mensagens suspeitas para análise diretamente na conversa. A ferramenta verifica sinais de phishing, malware e outras ameaças e orienta sobre como agir em cada situação.

Quando surgir uma dúvida sobre a legitimidade de um site, SMS ou e-mail, o usuário pode colar o conteúdo no chat e pedir uma verificação. O sistema consulta a base de dados atualizada da Malwarebytes e avalia o nível de risco, mesmo quando não há registros prévios sobre aquele material.

O que é a Malwarebytes e como funciona no ChatGPT

A Malwarebytes é uma empresa de segurança digital com 17 anos de atuação, conhecida por softwares de proteção contra vírus, golpes e ameaças online. Fundada por Marcin Kleczynski após enfrentar um vírus no próprio computador ainda adolescente, a companhia evoluiu para uma plataforma completa de monitoramento de riscos e proteção durante a navegação.

Dentro do ChatGPT, a integração permite analisar URLs, domínios, e-mails, números de telefone e mensagens suspeitas. O sistema cruza as informações com o banco de dados de ameaças da empresa e indica se há risco de fraude. Mesmo quando não encontra registros conhecidos, a ferramenta avalia sinais como estrutura do link, linguagem da mensagem e comportamento típico de golpes para apontar o nível de perigo.

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Vale lembrar que, apesar da ajuda na identificação de ameaças, a função não substitui um antivírus instalado no dispositivo.

Entre os principais usos da ferramenta estão:

  • Analisar mensagens de texto, e-mails ou conversas e identificar sinais de phishing, engenharia social ou fraude
  • Verificar links e números de telefone suspeitos antes de qualquer clique
  • Checar a legitimidade de domínios e identificar sites recém-criados ou potencialmente maliciosos

A integração com a Malwarebytes está sendo liberada gradualmente para usuários das versões Free, Plus, Team e Enterprise do ChatGPT. Não é necessário criar conta na empresa de segurança nem pagar assinatura para utilizar a função.

Para usar o Malwarebytes no ChatGPT, é preciso ativá-la uma única vez:

1) Acesse o ChatGPT pelo navegador, aplicativo móvel ou desktop e faça login;

2) Clique no perfil e abra a opção Configurações;

3) No menu lateral, entre em Aplicativos e depois em Explorar aplicativos;

4) Busque por Malwarebytes;

5) Abra o aplicativo e clique em Conectar;

6) Se desejar, ative a opção de compartilhar dados para melhorar a precisão das análises e confirme novamente em Conectar;

7) Clique em Iniciar chat para começar a usar;

Após a configuração inicial, o recurso ficará disponível sempre que necessário.

Como verificar links, e-mails e mensagens suspeitas no ChatGPT

1) Abra uma nova conversa e selecione o aplicativo Malwarebytes;

2) Cole a mensagem suspeita, link, e-mail ou número de telefone no chat. Também é possível enviar capturas de tela;

3) Aguarde a análise automática, que gera um relatório com o nível de risco e possíveis sinais de golpe;

Outra função útil é a verificação de links antes de abrir. Basta copiar a URL ou domínio suspeito e pedir a análise no chat para saber se há risco.

Como denunciar golpes ao Malwarebytes no ChatGPT

Após a análise, o usuário também pode denunciar conteúdos suspeitos diretamente para a Malwarebytes. Basta selecionar a opção de denúncia disponível no resultado da verificação. O envio ajuda a fortalecer o banco de dados de ameaças da empresa e contribui para análises futuras mais precisas.

Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.

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