A Polícia Civil analisou o perfil de
O caso foi
Segundo o delegado Evandro Radaelli, “tivemos acesso a imagens em que ele exibe armas de fogo, inclusive disparando com um armamento antigo. Então, ele tinha, sim, um fascínio”.
O delegado acrescentou que Renê também demonstrava interesse pelo cargo ocupado pela esposa. “Ele chegou a exibir o distintivo dela e possivelmente compartilhava mensagens com outras pessoas do convívio dele”, afirmou.
Durante as investigações, Renê confessou que a arma usada no crime pertencia à esposa, que também foi indiciada por emprestar o armamento. “Apuramos que ela tinha ciência de que ele andava armado habitualmente e consentia com o comportamento, analisando todas as conversas que tiveram”, disse Radaelli.
Renê usou comando de voz do carro para sintonizar Rádio Itatiaia
A polícia revelou também, que Renê Júnior, de 47 anos, pesquisou informações sobre o crime no dia em que o cometeu e, em seguida, usou o
“Ele buscou saber as consequências do fato e deu um comando de voz para que o carro sintonizasse na Rádio Itatiaia”, disse.
Entenda o caso
Conforme o Boletim de Ocorrência (BO), o crime foi cometido por volta das 9h03 do dia 11 de agosto, na Rua Modestina de Souza, no bairro Vista Alegre. Laudemir trabalhava na coleta de resíduos quando Renê, que dirigia um BYD cinza, se irritou, alegando que o caminhão atrapalhava o trânsito.
Segundo testemunhas, Renê apontou a arma para a motorista do caminhão e ameaçou atirar no rosto dela. Em seguida, passou pelo veículo, desceu do carro com a arma em punho, deixou o carregador cair, recolocou-o e atirou contra o gari. O disparo atingiu a região das costelas do lado direito, atravessou o corpo e se alojou no antebraço esquerdo. Renê foi preso horas depois, ao chegar a uma academia.
Inicialmente, ele negou o crime, mas depois confessou à polícia ter assassinado o gari.