Manifestante, amigos e familiares de Clara Maria, jovem de 21 anos brutalmente assassinada por dois homens, pedem justiça em ato na Praça 7, no Centro de Belo Horizonte na manhã deste sábado (15).
O ato, organizado pelos movimentos feministas ‘Pão e Rosas’ e ‘Faísca Revolucionária’, convocaram “demais entidades estudantis e sindicatos a impulsionarem uma forte manifestação nas ruas por justiça por Clara”, diz trecho da convocação.
Clara trabalhava em uma padaria na avenida Fleming, onde um dos suspeitos foi funcionário. Eles são
'É um choque que só está caindo minha ficha agora. Quando aconteceu eu senti indignação e raiva, um caso acontecendo tão perto de mim, a gente nunca imagina que aconteça’, disse Adriana Medeiros à Itatiaia.
‘Senti muita raiva. Primeiro porque foi divulgado que o assassinato por causa dos R$ 400, fiquei indignada. Depois saíram os detalhes da situação dos neonazistas e infelizmente fez um pouco mais de sentindo conhecendo a Clara, ela é uma pessoa que nunca ficaria calada diante de uma situação tão horrível que é o nazismo. Isso pode acontecer com qualquer pessoa’, contou a amiga.
Outro amigo de Clara afirmou que ficou preocupado assim que soube do desaparecimento da jovem por ela ser uma pessoa muito boa.
‘Quando eu soube do desaparecimento já fiquei preocupado porque ela era uma pessoa muito boa sempre fazia o bem sem olha a quem. E normalmente pessoas que são assim acabam tomando atitudes que vão acabar com a vida delas. Não colocando a culpa nela, e sim em como as pessoas lidam com a bondade’, relatou Yuri Cunha à reportagem.
‘A gente está reunido aqui hoje porque a situação que aconteceu com Clara não acontece só com ela. Não estamos falando de exceção, infelizmente é uma regra. A situação se repete a muito tempo. Vamos continuar nas ruas enquanto essas situações continuarem acontecendo’, ressaltou.
Morte de Clara Maria
O
O crime aconteceu na casa de
Os autores confessaram que mataram a jovem enforcada na cozinha do imóvel com um golpe de “mata leão”. Eles escolheram cometer o crime especificamente nessa data, porque a vítima estava de folga no dia seguinte e não teria a ausência notada no trabalho.