O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) denunciou uma funcionária pública suspeita de cometer crimes financeiros contra os cofres da cidade mineira de Carlos Chagas, localizada na região do Vale do Mucuri, a cerca de 550 km de Belo Horizonte.
A mulher atuava na prefeitura do município como diretora da divisão de gerenciamento de pagamento de pessoal entre os anos de 2021 e 2024. Durante o período, a servidora teria inserido dados falsos nos sistemas informatizados da administração pública.
Além da diretora, o MP também ofereceu denúncia à Justiça contra o esposo, familiares e amigos da funcionária que teriam participado do esquema criminoso. O grupo é acusado por peculato eletrônico, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Ao todo, a quadrilha desviou cerca de R$ 1,8 milhão dos cofres públicos de Carlos Chagas.
Segundo as investigações, o esquema consistia na criação de folhas de pagamento extras com verbas fictícias, como horas extras e diárias, em nome de diversos servidores municipais, notadamente médicos. Em seguida, a funcionária alterava o destinatário do crédito para que os valores fossem depositados em sua própria conta bancária pessoal.
Na tentativa de disfarçar a atuação criminosa, a diretora dividia os valores desviados em outras contas por meio de transferências para familiares e amigos próximos. Os envolvidos, então, foram autuados por “ocultação e dissimulação do patrimônio”.
A investigação aponta que, com o valor roubado, o grupo comprou um veículo Fiat Cronos e uma casa de praia na cidade de Nova Viçosa, no litoral sul da Bahia. Ambos os bens foram registrados em nome de terceiros.
Mesmo após o bloqueio judicial das contas da diretora, determinado em outubro de 2024, os demais envolvidos continuaram a movimentar valores e pagar despesas pessoais da servidora com o recurso público.