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Inter chega aos 30 milhões de clientes e anuncia lucro recorde de R$ 352 milhões

Resultado da empresa de BH que está listada na Nasdaq, nos EUA, foi puxado pelo aumento da carteira de crédito; receita bruta total no último trimestre de 2023 superou a marca dos R$ 2 bilhões

Inter está listado na Nasdaq

O Inter, empresa fundada em Belo Horizonte e listada na Nasdaq, anunciou, nesta quarta-feira (7), que alcançou um lucro líquido recorde de R$ 352 milhões em 2023. Além disso, o ‘Super App’ superou a marca de 30 milhões de clientes na carteira, pavimentando o caminho na busca por um dos principais objetivos da empresa.

No quarto trimestre do ano passado, o lucro líquido foi de R$ 160 milhões. O resultado foi puxado pelo aumento da carteira de crédito, que foi quatro vezes acima da média nacional, de acordo com apresentação de resultados. O ganho do trimestre foi mais de cinco vezes maior que o do mesmo período de 2022, que ficou em R$ 29 milhões. Naquele ano, o banco teve prejuízo de R$ 14 milhões.

No quarto trimestre, a receita bruta total somou R$ 2,2 bilhões, um crescimento de 29% na comparação com o mesmo período de 2022, impulsionada pelas operações de crédito e, do lado das tarifas, por cartões, serviços bancários e investimentos. A carteira de crédito encerrou dezembro em R$ 31 bilhões, expansão de 26% em 12 meses e de 10% na comparação trimestral.

O Inter apresentou no começo do ano passado o Plano de Negócios 60-30-30, que tem como objetivo chegar a 60 milhões de clientes até 2027, mantendo uma eficiência de 30% e alcançando um retorno sobre o patrimônio (ROE) de 30%. Um ano após o anúncio, o vice-presidente do Inter, Alexandre Riccio, disse que o andamento está em linha com planejado e alguns indicadores, como a eficiência e o ROE estão vindo melhores que o previsto.

O ROE do banco digital foi de 8,5% no quarto trimestre de 2023, ante 1,6% do mesmo período de 2022 e 5,7% do terceiro trimestre de 2023. Já o índice de eficiência ficou em 51,4%, uma melhoria de 1,06 ponto porcentual em relação ao terceiro trimestre, por conta do controle de custos e o aumento da receita. No ano, o ROE ficou em 4,9%.

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Ao todo, o Inter encerrou 2023 com 30,4 milhões de clientes, com uma taxa de ativação de 54%, o que representa 16,4 milhões de clientes ativos, que efetivamente usam os produtos e serviços bancários do banco digital. O volume transacionado (TPV, em inglês) somou R$ 253 bilhões em cartões e PIX no quarto trimestre e R$ 850 bilhões no ano. Em 2024, o executivo disse que o banco pode movimentar mais de R$ 1 trilhão.

Inadimplência

A inadimplência, considerando os atrasos acima de 15 a 90 dias, ficou em 4% da carteira, ante 4,3% do terceiro trimestre de 2023. Acima de 90 dias, foi de 4,6%, na comparação com 4,7% de setembro. Para o executivo, o teto das taxas foi no segundo trimestre do ano passado.

“O cenário macro tende a ser positivo e ajudar a permanência do movimento de melhoria de inadimplência”, disse Riccio. “No geral estamos com viés positivo para redução da inadimplência e crescimento de crédito.”

Capitalização

Em janeiro, o Inter captou R$ 800 milhões com uma oferta de ações em Nova York, mesmo já tendo um nível forte de capitalização. Riccio disse que o movimento foi “tático”, para aumentar a base de investidores que tem o papel do banco mineiro no exterior e a liquidez das ações na Nasdaq.

E os números após a oferta mostram que os objetivos estão sendo alcançados. A liquidez diária que ficava na casa de US$ 1 milhão por dia, e poucos dias superando os US$ 2 milhões, chegou a US$ 9,2 milhões, por exemplo, no pregão desta quarta-feira. “Um pouco mais de capital traz mais robustez”, disse o executivo.

(Com informações de Estadão Conteúdo)

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Jornalista formado pela UFMG, com passagens pela Rádio UFMG Educativa, R7/Record e Portal Inset/Banco Inter. Colecionador de discos de vinil, apaixonado por livros e muito curioso.