Novo índice mostra crescimento da insegurança alimentar no Brasil e desigualdades regionais

Pesquisa da USP usa 12 indicadores para medir fome nas 27 unidades federativas do país entre 2018 e 2022

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Uma equipe de pesquisadores da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da Universidade de São Paulo (USP) desenvolveu um novo índice multidimensional para medir a insegurança alimentar. A partir desse novo método, foi possível notar um agravamento da fome no Brasil entre 2018 e 2022, especialmente nas regiões Norte e Nordeste do país. O estudo foi publicado recentemente na revista científica “Sustainability”.

Batizado de Multidimensional Food Insecurity Index (MUFII), o índice vai além de medidas tradicionais. Ele considera 12 indicadores, incluindo aspectos de renda, educação, infraestrutura, saúde, meio ambiente e governança.

O método desenvolvido pelos pesquisadores atribui pontuações de 0 a 1 para cada estado brasileiro. Na escala, quanto mais próximo de 1, mais severa a insegurança alimentar.

Os resultados apontam que, em 2022, os números variaram de 0,1 a 0,72, com Maranhão, Acre e Amazonas entre os mais afetados. Enquanto isso, Santa Catarina apresentou os menores níveis de insegurança alimentar. Em comparação, os valores de 2018 variaram entre 0,09 e 0,67, mostrando uma tendência de piora geral em todo o país.

O trabalho também destacou que muitos dos estados com maiores níveis de insegurança alimentar também apresentaram índices preocupantes em áreas como saúde pública, educação, emprego e segurança. Essa relação reforça que a fome é um problema que anda acompanhado.

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Estudante de Jornalismo na PUC e apaixonada pela área, Gabriela Neves gosta de contar histórias empolgantes e desafiadoras. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e mundo. Tem experiência em marketing pela Rock Content, cobertura de cidades pela Record Minas e assessoria política na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

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