Carnaval de BH deve gerar faturamento médio de R$ 7,5 mil para 14 mil ambulantes

Trabalhadores investem, em média, R$ 2,7 mil para atuar na folia de 2026, segundo a Belotur; 26% vão trabalhar pela 1ª vez no Carnaval

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Cerca de 14 mil ambulantes já estão autorizados a trabalhar no Carnaval de Belo Horizonte em 2026, com expectativa de faturamento médio de R$ 7,5 mil por pessoa durante a folia, segundo dados divulgados pela Belotur em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (29).

De acordo com o presidente da Belotur, Eduardo Cruvinel, os trabalhadores devem investir, em média, R$ 2.700 para atuar durante o carnaval, com expectativa de faturamento médio de R$ 7.500 no período. “Ou seja, é uma geração de renda importante para uma parcela significativa da população, demonstrando o impacto econômico”, afirmou.

Segundo ele, este é um momento decisivo para garantir que todos estejam aptos a trabalhar durante a folia. “Nós tivemos 14 mil ambulantes cadastrados e agora estamos no período de entrega das credenciais, um momento superimportante. O convite é para que as pessoas que fizeram o cadastro vão ao Expominas retirar até sábado, às 17 horas”, disse.

Além da retirada do documento, os ambulantes passam por um treinamento rápido, com duração aproximada de 20 minutos.

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Segundo Eduardo, o objetivo é orientar e sensibilizar os trabalhadores. “É um treinamento para contar sobre o carnaval, falar o que pode, o que não pode, tudo para fazer com que a festa flua normalmente. Depois, em cerca de cinco minutos, a pessoa retira a credencial e está liberada”, explicou.

Durante a entrevista, Eduardo também reforçou as regras da campanha “Carnaval é na lata”, já tradicional em Belo Horizonte. “O que os ambulantes não podem vender é muito simples: bebida fracionada e nada em vidro. Carnaval em Belo Horizonte é na lata”, destacou.

Outro ponto abordado foi a infraestrutura de apoio ao público. A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) realizou uma pesquisa com o perfil dos ambulantes. O levantamento ouviu cerca de 3 mil profissionais cadastrados e revelou dados socioeconômicos considerados relevantes para o planejamento da festa. “A maioria dos cadastrados está na faixa etária de 30 a 39 anos e de 40 a 49 anos. Os trabalhadores entre 20 e 29 anos representam 21%, e a média de idade dos entrevistados é de 40 anos”, explicou Eduardo.

Segundo a pesquisa, 41% dos ambulantes concluíram o ensino médio, e há uma distribuição equilibrada entre os gêneros, com leve predominância feminina, de cerca de 1%. Em relação à etnia, 47% dos entrevistados se identificam como pardos. Outro dado destacado é que, para 26% dos cadastrados, esta será a primeira experiência como ambulante no Carnaval.

Creche para filhos dos ambulantes e catadores

PBH, por meio de uma ação integrada entre a Secretaria Municipal de Educação, a Secretaria de Assistência Social e a Secretaria de Segurança Alimentar, vai disponibilizar uma creche durante o período do Carnaval para atender até 150 filhos de trabalhadores ambulantes e catadores de materiais recicláveis. A iniciativa inédita garante que pais e responsáveis possam trabalhar durante a folia com tranquilidade.

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Formou-se em jornalismo pela PUC Minas e trabalhou como repórter do caderno de Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, cobre principalmente Cidades, Brasil e Mundo.

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