Carnaval BH: venda ilegal de credenciais de ambulantes pode gerar multa, apreensão e crime

Fiscalização atua com mais de 600 agentes e mercadoria pode ser apreendida; credenciais estavam sendo vendidas por até R$ 800

Valores variam de R$ 200 a R$ 799

O ambulante que adquirir de forma ilegal a credencial para trabalhar no Carnaval de Belo Horizonte pode ter a mercadoria apreendida, receber multa e ainda responder na Justiça por falsidade ideológica. Como mostrou a Itatiaia, credenciais estavam sendo vendidas ilegalmente por até R$ 800 nas redes sociais.

De acordo com o diretor regional de Fiscalização e Posturas da Prefeitura de Belo Horizonte, Leonardo Cardoso, o documento é gratuito, pessoal e intransferível, cedido pelo município.

“Essa credencial é pessoal e intransferível. Havendo a constatação ou qualquer indício de irregularidade, o fiscal entra em contato com o Centro de Operações da prefeitura e, se confirmado que o documento pertence a outra pessoa, a credencial é cassada imediatamente”, explicou.

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Segundo Leonardo, mais de 600 fiscais estão nas ruas de Belo Horizonte fazendo abordagens e conferindo a regularidade da documentação.

“A partir desse momento, o ambulante passa a estar em situação irregular, o que nos dá a prerrogativa de apreender a mercadoria e aplicar multa imediata”, afirmou.

Ele ainda ressalta que, em casos mais graves, pode haver responsabilização criminal.

“Se for constatado o uso de documento falso, as forças de segurança que acompanham a fiscalização avaliam a possibilidade de a pessoa responder por falsificação de documento público ou falsidade ideológica”, disse.

Neste ano, a PBH abriu 14 mil vagas para vendedores ambulantes durante o Carnaval. Todas foram preenchidas, mas 11.500 credenciais foram efetivamente retiradas. Durante o período da folia, 660 profissionais da fiscalização atuam de forma ostensiva em toda a cidade.

Para o Carnaval de 2026, a prefeitura credenciou 11.528 ambulantes, um aumento de 12% em relação ao ano passado. A credencial permite a circulação exclusivamente nos desfiles de blocos de rua até o dia 22 de fevereiro, quando termina o período oficial do Carnaval na capital.

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Amanda Antunes cursou jornalismo no Unileste (Centro Universitário Católica do Leste de Minas Gerais), com graduação concluída na Faculdade Estácio, em Belo Horizonte. Em 2009, começou a estagiar na Rádio Itatiaia do Vale do Aço, fazendo a cobertura de cidades. Em 2012, chegou à Itatiaia Belo Horizonte. Na rádio de Minas, faz parte do time de cobertura policial - sua grande paixão - e integra a equipe do programa ‘Observatório Feminino’.

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