Estreando no primeiro minuto do Carnaval de Belo Horizonte, o
Há treze anos na folia belo-horizontina, o bloco baseado no lema “Enterrar as tristezas e ressuscitar as alegrias”, levou às ruas foliões mascarados e pintados com o medonho e o belo na mesma medida.
Neste ano, uma coincidência tenebrosa deixou os foliões ainda mais animados – a concentração aconteceu às 23h desta sexta-feira 13, ao sabor do pavoroso terror que ronda o cortejo. Com isso, o tema de 2026 foi definido: “Ô Sorte!”.
O desfile contou com o patrocínio do Grupo Zelo, empresa do setor funerário — uma parceria curiosa entre um bloco de Carnaval e um plano funerário. A Cemig e a Belotur também fazem parte do rol de patrocínios do cortejo.
Na paisagem sonora do bloco, há resgates culturais que datam desde 1890 até os dias atuais. “Passamos por vários ritmos brasileiros, como samba, além de valsas, tangos e ritmos regionais mineiros, como o Moçambique Serra Baixo, tradicional do Congado”, detalhou Flávia Ribeiro, fundadora do Bloco Fúnebre,
O jornalista Maron Filho, de 32 anos, contou que nunca foi ao bloco e que não curte Carnaval durante à noite, mas com a companhia de amigos foi até o desfile. “Estou animado para sentir a vibe do Fúnebre. Talvez passe batom preto?”, brinca.
O professor Guilherme Ramalho, de 30 anos, e sua amiga, a editora de livros Luanna Luchesi, 33, também vieram ao bloco pela primeira vez neste ano. “Costumamos vir de manhã nos carnavais, conhecido por ser de manhã, mas decidimos vir na abertura”, conta Guilherme. “Eu sou gótica, nada melhor do que abrir o Carnaval em uma sexta-feira 13”, brinca Luanna.