Realeza do Samba: Corte Momesca ilumina o desfile do ‘Sexta, Ninguém Sabe?’ em BH

Tradicional bloco desfilou na noite desta sexta-feira (13), na Região Centro-Sul da capital

Corte Momesca ilumina o desfile do ‘Sexta, Ninguém Sabe?’

O misticismo da sexta-feira 13 deu lugar ao brilho da realeza carnavalesca nas ruas do bairro Lourdes, em Belo Horizonte. O tradicional bloco “ Sexta, Ninguém Sabe?” (SNS) arrastou uma multidão pela Avenida Olegário Maciel nesta noite (13), contando com convidados ilustres: a Corte Real Momesca, que transformou o desfile em um verdadeiro protocolo de alegria e resistência cultural.

A presença do Rei Momo Wallace Guedes, da Rainha Tamara Carvalho e da Princesa Laís Lima elevou a temperatura do evento. Esbanjando carisma, a Corte acompanhou o trajeto em direção à Praça da Assembleia, sambando junto aos foliões e validando o SNS como um dos pilares da identidade do Carnaval mineiro.

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A expectativa para o Carnaval é a melhor possível. A gente sabe que o Carnaval de Belo Horizonte é inclusivo e é de todo mundo. E poder estar sendo nessa corte maravilhosa é justamente para trazer isso” , contou o Rei Momo, à Itatiaia.

Tamara contou como é ser rainha da folia da capital.

“É incrível poder representar Belo Horizonte. É muito bom poder representar uma cidade tão bonita, representar foliões tão bonitos e poder receber nossos turistas com muito amor e carinho pelo Carnaval e por BH”.

Desfile das escolas de BH

O Rei Momo também prometeu muitas novidades no desfile das escolas e blocos caricatos da capital.

“Muita coisa boa, muita novidade. A gente sabe que segunda-feira vai ter. Os blocos. Inclusive, o primeiro desfile do grupo de acesso será a partir de uma hora da tarde, e na terça-feira o grupo especial, e a gente vai estar lá agregando essa festa linda e maravilhosa”, disse Wallace.

Sorte para a natureza

Subvertendo a lenda do azar, o bloco apresentou o enredo “Sexta-Feira 13: Dia de Sorte para a Natureza”. Desde a concentração, iniciada às 17h, o que se viu foi um manifesto sustentável. Adereços e fantasias foram utilizados para promover a preservação ambiental, provando que a “lenda” da data pode ser ressignificada em prol de causas nobres.

O som, marca registrada do bloco desde 2015, manteve a identidade híbrida que conquistou a cidade: uma fusão enérgica entre sambas-enredo clássicos e hinos do Rock ‘n’ Roll adaptados ao ritmo da bateria.

Diversidade no ritmo

A bateria do “Sexta, Ninguém Sabe?” também deu um show de representatividade. Composta por 100 ritmistas, a ala apresentou uma formação diversa em gênero, raça e idade, reforçando o pilar da inclusão que norteia o grupo.

A combinação entre a elegância da Corte Real, a mensagem ecológica e a batida potente do “Samba-Rock” garantiu que, para os foliões de Belo Horizonte, esta sexta-feira 13 fosse, de fato, um dia de sorte.

Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de cidades, agro e saúde

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