O Bloco Fúnebre abre oficialmente o Carnaval de Belo Horizonte com um cortejo marcado para a sexta-feira, 13 de fevereiro, com o tema “Ô Sorte!”. Neste ano, o desfile conta com o patrocínio do Grupo Zelo, empresa do setor funerário — uma parceria que chama a atenção pela aproximação entre um bloco carnavalesco e um plano funerário.
A proposta do bloco é abordar temas como morte e luto de forma simbólica e artística, usando a folia como espaço de reflexão e diálogo, sem perder a leveza e o bom humor.
“Ter o Grupo Zelo ao nosso lado é motivo de muita alegria e de responsabilidade. É um patrocínio que não é só ‘apoio’: é uma junção de propósito. A gente fala de morte para valorizar a vida e, quando uma empresa do setor do luto entende isso e investe na cultura, a mensagem ganha outra potência”, afirma Flávia Ribeiro, fundadora do Bloco Fúnebre.
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Rumo à Afonso Pena
A concentração está prevista para as 23h, na Praça da Bandeira, no bairro Mangabeiras, na região Centro-Sul. A saída ocorre à meia-noite, pela Avenida Afonso Pena, com dispersão às 3h, na Praça Milton Campos, também na mesma região.
O cortejo aposta em um repertório que mistura diferentes épocas e estilos.
“O nosso repertório é um trabalho de resgate cultural, com canções que vão de 1890 até os dias atuais. Passamos por vários ritmos brasileiros, como samba, além de valsas, tangos e ritmos regionais mineiros, como o Moçambique Serra Baixo, tradicional do Congado”, detalhou Flávia.
Sexta-feira 13 da sorte
A coincidência no calendário inspira o tema: são 13 anos de bloco em um Carnaval marcado pela narrativa da sexta-feira 13. O tema “Sexta-feira 13 — Ô Sorte!” nasce justamente para inverter o sinal do presságio.
“A gente faz uma cerimônia lúdica de enterro das tristezas para ressuscitar a alegria na madrugada da sexta-feira de Carnaval, abrindo o Carnaval de Belo Horizonte”, explicou.
A caracterização também é um dos pontos altos do Bloco Fúnebre. “As pessoas vão muito fantasiadas. Caveiras mexicanas, muitas flores… Neste ano, o tema é sexta-feira 13, com o imaginário popular em torno da sorte, do azar, das crendices e superstições”, contou a fundadora, citando personagens como o Capeta do Vilarinho e a Loura do Bonfim.
A preparação para o cortejo ocorre ao longo dos meses de janeiro e fevereiro, no Clube ABESC, no bairro Horto Florestal, na Região Leste.
Os ensaios são abertos ao público e têm entrada no valor de R$ 30, referente ao day use do local.
As atividades estão marcadas para os dias 25 de janeiro, das 13h às 16h; 1º de fevereiro, no mesmo horário, com ensaio final; e 8 de fevereiro, também das 13h às 16h, data do último ensaio antes do desfile.