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Tenente-coronel réu por matar esposa: policiais são ouvidos em julgamento em SP

Uma soldado e um tenente serão ouvidos no próximo dia 11 de maio, enquanto uma subtenente e uma cabo serão ouvidas no dia 14 de maio, em São Paulo

Por e 
Soldado Gisera era casada com o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto.
Soldado Gisele era casada com o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto. • Foto: Redes Sociais

Quatro policiais serão ouvidos como testemunhas durante o julgamento do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, réu pelo assassinato da esposa, a soldado Gisele Alves Santana, de 32 anos. As oitivas ocorrem dentro do processo administrativo da Polícia Militar que pode resultar na expulsão do tenente-coronel da corporação.

De acordo com o documento do Conselho de Justificação, vinculado à Secretaria de Segurança Pública, estão agendados os depoimentos da soldado Sara Barbosa Zerbinatti, do tenente Guilherme Adriano Lucas, da subtenente Sheila Aparecida Magrini Cruz e da cabo Suziane de Fátima Batista do Amaral.

A soldado e o tenente serão ouvidos no próximo dia 11 de maio, enquanto a subtenente e a cabo serão ouvidas no dia 14 de maio.

De acordo com o advogado de defesa do tenente-coronel, esse é o início da instrução processual, com a garantia do contraditório e ampla defesa. Segundo ele, a fase de instrução, que teve início em abril, teve apenas uma testemunha.

Justiça comum

O Superior Tribunal de Justiça decidiu, na última terça-feira (28), que Geraldo Leite Rosa Neto deverá ser julgado pela 5ª Vara do Júri da Justiça Comum, vinculada ao Tribunal de Justiça de São Paulo, e não pela Justiça Militar.

O oficial é réu por feminicídio e fraude processual. Ele é acusado de assassinar a esposa, a policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, e de modificar a cena do crime para simular um suicídio. A vítima foi encontrada morta com um tiro na cabeça no dia 18 de fevereiro deste ano.

Inicialmente, por se tratar de um caso envolvendo militares, a investigação também tramitava na Justiça Militar. O novo desdobramento, que transfere o julgamento para a Justiça Comum, foi divulgado pela defesa da família de Gisele, representado pelo advogado Miguel Silva.

Com a nova decisão, o tenente-coronel deverá ser submetido ao Tribunal do Júri, por se tratar de um crime doloso contra a vida.

Entenda o caso

De acordo com a denúncia oferecida pelo Ministério Público, o crime ocorreu em 18 de fevereiro de 2026, no apartamento do casal, no bairro do Brás. Após uma discussão motivada pela decisão da vítima de se separar, o tenente-coronel teria efetuado um disparo de arma de fogo contra a cabeça da esposa.

A investigação aponta ainda que o oficial tentou simular um suicídio, manipulando a cena do crime. Segundo o Ministério Público, ele posicionou a arma na mão da vítima e alterou elementos do local para induzir erro na apuração dos fatos.

Laudos periciais também indicam inconsistências na versão apresentada pela defesa. Há registro de sangue nas roupas do acusado, além de evidências de que ele teria tomado banho após o crime para eliminar vestígios.

Para o MP, o homicídio foi cometido por motivo torpe, ligado ao sentimento de posse e à recusa do acusado em aceitar o fim do relacionamento. A denúncia também aponta que a vítima foi surpreendida, sem chance de defesa, o que agrava o crime.

*Com informações de Ana Julia Bertolaccini e Rafael Saldanha, da CNN Brasil

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Yuri Cavalieri é jornalista e pós-graduado em política e relações internacionais. Tem mais de 13 anos de experiência em rádio e televisão. É correspondente da Itatiaia em São Paulo. Formado pela Universidade São Judas Tadeu, na capital paulista, começou a carreira na Rádio Bandeirantes, empresa na qual ficou por mais de 8 anos como editor, repórter e apresentador. Ainda no rádio, trabalhou durante 2 anos na CBN, como apurador e repórter. Na TV, passou pela Band duas vezes. Primeiro, como coordenador de Rede para os principais telejornais da emissora, como Jornal da Band, Brasil Urgente e Bora Brasil, e repórter para o Primeiro Jornal. Em sua segunda passagem trabalhou no núcleo de séries e reportagens especiais do Jornal da Band.