Pais de PM morta se revoltam com aposentadoria de tenente-Coronel
"Você acha justo a população do estado de São Paulo pagar salário para um monstro desse?", questiona pai de soldado morta com tiro na cabeça

Os pais da policial Gisele Alves Santana, morta com um tiro na cabeça, ficaram indignados com a decisão da Polícia Militar de São Paulo de aceitar o pedido de aposentadoria do tenente-coronel Geraldo Neto, preso suspeito de ser autor do disparo que matou a esposa e soldado da PM.
"Você acha justo a população do estado de São Paulo pagar salário para um monstro desse? Covarde que matou sua mulher e colega de farda porque disse não pra ele?", questionou pai de Gisele, José Simonal Telles.
"Para aposentar ele foi rápido. Pra minha filha, sobrou o caixão e o luto pra família", complementou o pai da PM
A mãe de Gisele, Marinalva Alves de Santana, também demonstrou indignação.
"É muito revoltante ver um assassino desse ser aposentado. É muito triste para nós. Revoltante também", criticou.
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A Secretaria da Segurança Pública afirmou que a aposentadoria concedida não anula os processos que estão correndo contra o oficial na Justiça comum e na Justiça Militar.
A pasta diz que está em curso um conselho de justificação para analisar o caso tenente-coronel. O procedimento pode resultar em demissão, perda do posto e da patente. A Secretaria ressalta que a instrução continua a valer mesmo após a transferência do oficial para a reserva. Ou seja, a aposentadoria não anula a investigação.
Reviravolta no caso
Inicialmente, o caso foi registrado como suicídio. O marido de Gisele, o tenente-coronel, Geraldo Neto, acionou as forças de segurança e o serviço de resgate com a alegação de que a esposa havia disparo contra a própria cabeça.
No entanto, laudos da perícia, imagens e depoimentos confrontam a versão apontada pelo tenente-coronel. Por conta disso, o militar foi preso por suspeita de feminicídio e fraude processual, que consiste em alterar a cena de um crime para tentar enganar a polícia.
O tenente-coronel Neto é acusado de atirar na cabeça da esposa no apartamento onde viviam, no Brás, Centro da capital paulista.
Réu na Justiça comum e na Justiça Militar, o oficial, que insiste na tese de que a esposa se matou, está preso desde 18 de março no Presídio Militar Romão Gomes, na Zona Norte de São Paulo.
Correspondente da Rádio Itatiaia em São Paulo. Apresentador do quadro Palavra Aberta e debatedor do Conversa de Redação. Ingressou na emissora em 2023. Começou no rádio comunitário aos 14 anos. Graduou-se em jornalismo pela PUC Minas. No rádio, teve passagens pela Alvorada FM, BandNews FM e CBN, no Grupo Globo. Na Band, ocupou vários cargos até chegar às funções de âncora e coordenador de redação na Band News FM BH. Na televisão, participava diariamente da TV Band Minas e do Band News TV. Vencedor de nove prêmios de jornalismo. Em 2023, foi reconhecido como um dos 30 jornalistas mais premiados do Brasil.



