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PC investiga se corpos encontrados em SP são de funcionários da Damassaclan

Nas redes sociais, Spinardi, CEO da Damassaclan, trocou acusações com o produtor musical Gugu 4M e voltou a citar morte do MC Kevin

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Jonas Barros de Oliveira, conhecido como MC GG e "Gigante", de 25 anos, e Francisco Rubens Souza Cruz, de 46 anos • Reprodução

A Polícia Civil de São Paulo identificou duas das quatro vítimas encontradas enterradas em um terreno da Sabesp, na região de Heliópolis, na Zona Sul da capital paulista. Os corpos são de dois homens, de 25 e 46 anos, reconhecidos por familiares nesta quarta-feira (27).

Segundo a corporação, as investigações seguem sob responsabilidade do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), que tenta identificar  as outras duas vítimas e esclarecer a motivação e as circunstâncias do crime.

A polícia apura se os corpos pertencem a funcionários da produtora Damassaclan, desaparecidos desde a última semana.

A Itatiaia procurou a produtora, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.

Corpos estavam enterrados e cobertos por pedras

Jonas Barros de Oliveira, conhecido como “Gigante“ou MC GG • Redes Sociais
Jonas Barros de Oliveira, conhecido como “Gigante“ou MC GG • Redes Sociais

Os corpos foram encontrados entre a noite de segunda-feira (25) e a tarde de terça-feira (26), durante patrulhamento policial na região. Segundo a investigação, os agentes perceberam áreas de terra remexida e vegetação cortada recentemente dentro do terreno.

Inicialmente, três corpos foram localizados enrolados em cobertores e cobertos por pedras. Duas das vítimas também apresentavam uma substância branca semelhante a cal. Durante novas buscas, um quarto corpo foi encontrado nas mesmas condições.

Até agora, apenas uma vítima havia sido identificada oficialmente: Jonas Barros de Oliveira, conhecido como “Gigante”, que estaria começando a carreira na produtora Damassaclan.

Funcionários desapareceram após encontro

A polícia trabalha com a hipótese de que outras vítimas sejam funcionários da produtora desaparecidos desde sexta-feira (22), entre eles o gerente e o motorista da empresa.

Testemunhas disseram que o motorista desapareceu após ser chamado para conversar com um homem em um carro preto. Pouco tempo depois, o gerente da produtora e um funkeiro ligado ao grupo também deixaram de responder às mensagens.

Familiares do gerente relataram que não conseguiram reconhecer o rosto da vítima devido ao estado do corpo, mas afirmaram que as roupas encontradas seriam as mesmas usadas por ele no dia do desaparecimento.

Postagem em rede social levantou suspeitas

Publicação foi apagada • Redes Sociais
Publicação foi apagada • Redes Sociais

A Damassaclan chegou a publicar nas redes sociais que um funcionário identificado como Werlen teria sido assassinado. A postagem afirmava que ele foi encontrado morto “enforcado e com um tiro na cabeça” e ainda fazia referências à morte do MC Kevin. O conteúdo foi apagado poucas horas depois.

Após a repercussão, internautas passaram a relacionar o caso a trocas de acusações recentes envolvendo Spinardi, CEO da produtora, e o produtor musical Gugu 4M. Nas redes sociais, Spinardi chamou Gugu de “cagueta” e afirmou que ele teria ligação com a morte do MC Kevin.

Até o momento, porém, a polícia não confirmou qualquer relação entre os episódios.

Caso MC Kevin voltou a ser citado

• Reprodução | Redes sociais
• Reprodução | Redes sociais

Em maio deste ano, Valquíria Nascimento, mãe do MC Kevin, afirmou nas redes sociais que pretende pedir a reabertura das investigações sobre a morte do filho.

O funkeiro morreu em maio de 2021, aos 23 anos, após cair da varanda de um hotel na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

Na época, a Polícia Civil do Rio concluiu que não havia indícios de crime doloso e descartou a hipótese de agressão antes da queda. O caso foi arquivado pela Justiça em 2022.

Recentemente, amigos do artista afirmaram que pretendem contratar uma perícia particular e um detetive para reavaliar o caso.

Damassaclan

A Damassaclan ganhou notoriedade no cenário do hip-hop e do funk nacional em 2010. Pela produtora passaram grupos como Haikaiss, Costa Gold e Família Madá, além de artistas como Don Cesão, Febem e Dalsin.

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Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu conteúdos para as editorias Turismo, Gastronomia e Emprego/ Concursos. Atualmente, colabora com as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo.