Justiça mantém condenação de homem que matou atual da ex-namorada
Homem não aceitava o fim do relacionamento

O Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu manter a condenação por homicídio duplamente qualificado e porte ilegal de arma de fogo de um homem que matou o namorado da ex. A pena imposta foi de 15 anos e 6 meses de prisão.
Segundo os autos, o réu não aceitava o fim do relacionamento de nove anos com a ex-companheira. Após descobrir que ela havia iniciado um novo relacionamento, o autor foi até o local onde a ex estava com o atual e efetuou quatro disparos de arma de fogo, atingindo o homem na cabeça e no peito.
Ao analisar o recurso, o relator, desembargador Farto Salles, destacou que o acusado confessou a autoria do crime e considerou legítimo o reconhecimento das qualificadoras de motivo torpe e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. Para o magistrado, o crime foi motivado por um ciúme possessivo em relação à ex-companheira, comportamento evidenciado pelas diversas mensagens enviadas à mulher e pela incapacidade do réu de aceitar o término do relacionamento.
O desembargador também ressaltou que a ação foi premeditada e que os elementos do processo justificaram a conclusão dos jurados sobre a maior gravidade da conduta.
A decisão foi unânime.
A Rádio de Minas. Tudo sobre o futebol mineiro, política, economia e informações de todo o Estado. A Itatiaia dá notícia de tudo.



