Operação contra Deolane apreende carros de luxo avaliados em mais R$ 8 milhões; veja fotos
Influenciadora e advogada foi presa em ação que investiga suposto esquema de lavagem de dinheiro; 17 veículos estão entre bens atingidos por medidas judiciais

Além de ser presa, Deolane Bezerra teve seus quatro carros de luxo apreendidos pela Operação Vérnix nesta quinta-feira (21). A advogada e influenciadora é investigada por participar de um suposto esquema de lavagem de dinheiro atribuído ao Primeiro Comando da Capital (PCC), uma das maiores facções criminosas do Brasil. Segundo a polícia, Deolane atuava como 'caixa' da operação ilegal.
Também foram retidos outros 13 carros de alto valor, todos eles vinculados a nomes de suspeitos de integrar o esquema criminoso. Ao todo, os 17 veículos apreendidos pela polícia são avaliados em cerca de R$8 milhões.
Conduzida em parceria entre a Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo, a ação teve como alvo Everton de Souza, conhecido como "Player", Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, Alejandro Camacho, irmão de Marcola, Paloma Sanches Herbas Camacho, sobrinha de Marcola e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, sobrinho de Marcola.
Veja fotos dos veículos de Deolane:
Os modelos dos carros da influenciadora são:
- Range Rover
- Escalade
- Jeep Limited
- Mercedes-AMG
As imagens divulgadas pelas autoridades mostram automóveis de padrão elevado entre os bens recolhidos durante o cumprimento dos mandados. A polícia sustenta que o patrimônio sob investigação pode ter sido utilizado para dar aparência de legalidade a recursos de origem criminosa, hipótese que ainda será analisada ao longo do processo judicial.
De acordo com o inquérito, Deolane teria atuado no chamado “núcleo financeiro de integração” do esquema, fase em que valores de origem ilícita passariam por estruturas empresariais e financeiras para dificultar o rastreamento. Os investigadores afirmam que depósitos identificados durante a apuração e conexões com empresas investigadas ajudaram a sustentar o pedido de prisão preventiva.
A investigação começou em 2019, após a apreensão de bilhetes dentro da Penitenciária II de Presidente Venceslau, no interior paulista. A partir desses documentos, a polícia afirma ter identificado empresas e operadores financeiros que passaram a ser monitorados ao longo dos anos. A defesa da influenciadora ainda poderá contestar as conclusões das autoridades no decorrer do processo. A prisão e bloqueio de bens não representam uma condenação definitiva contra a advogada.
Estudante de Jornalismo na PUC e apaixonada pela área, Gabriela Neves gosta de contar histórias empolgantes e desafiadoras. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e mundo. Tem experiência em marketing pela Rock Content, cobertura de cidades pela Record Minas e assessoria política na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.








