Itatiaia

Cadela comunitária é esfaqueada em Praia Grande-SP

A cadela costumava ficar sempre pelo local, “recebendo” os guardas no início do expediente

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Cadela, chamada de 'Neguinha', foi esfaqueada em SP
Cadela, chamada de 'Neguinha', foi esfaqueada em SP • Reprodução/ Prefeitura de Praia Grande

Uma cadela comunitária, chamada de 'Neguinha', foi esfaqueada na praia do Canto do Forte, em Praia Grande, no litoral de São Paulo, informou a Prefeitura nessa quinta-feira (29).

Segundo o Executivo, equipes da Guarda Costeira assumiram o serviço na base localizada na praia, quando avistaram uma marca de sangue próximo à estrutura. Em seguida, eles perceberam a ausência da cadela.

O animal costumava ficar sempre pelo local, "recebendo" os guardas no início do expediente. Eles começaram a procurá-la e a encontraram embaixo de um contêiner usado para guardar equipamentos.

A cadela estava com vários ferimentos provocados por faca e bastante ensanguentada.

As equipes da Divisão de Controle de População Animal foram acionadas e prestaram os primeiros atendimentos ao animal. A cadela foi levada para uma clínica particular, onde foi examinada e passou por cirurgia.

Segundo a Prefeitura, imagens de câmeras de segurança serão analisadas para apurar o que houve. Um boletim de ocorrência da Guarda Civil foi registrado, e o caso também será encaminhado ao Ministério Público.

O caso da cadela lembrou o do cão Orelha, que morreu após ser brutalmente agredido na Praia Brava, em Santa Catarina.

Relembre o caso do cão Orelha

O cão comunitário Orelha foi brutalmente agredido e foi encontrado agonizando por uma mulher na Praia Brava, em Santa Catarina. Ele chegou a ser levado a um veterinário, mas passou por eutanásia devido à gravidade dos ferimentos.

Quatro adolescentes são suspeitos de terem cometido o crime. Dois deles foram alvos de mandados de busca e apreensão da PC nessa segunda-feira (26), enquanto os outros dois estavam em viagens programadas aos EUA. Os adolescentes retornaram nesta quinta-feira (29) ao Brasil e tiveram os celulares apreendidos.

Os adolescentes também são alvos de investigação por maus-tratos a outro animal, um cão caramelo que teria sido jogado no mar e sobreviveu.

Três homens, um advogado e dois empresários foram indiciados pelo crime de coação no curso do processo. Dentre eles, estão pais e um tios dos adolescentes.

O caso causou revolta nas redes sociais. Diversos famosos e políticos se manifestaram pedindo justiça pelo cão.

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Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.

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Yuri Cavalieri é jornalista e pós-graduado em política e relações internacionais. Tem mais de 13 anos de experiência em rádio e televisão. É correspondente da Itatiaia em São Paulo. Formado pela Universidade São Judas Tadeu, na capital paulista, começou a carreira na Rádio Bandeirantes, empresa na qual ficou por mais de 8 anos como editor, repórter e apresentador. Ainda no rádio, trabalhou durante 2 anos na CBN, como apurador e repórter. Na TV, passou pela Band duas vezes. Primeiro, como coordenador de Rede para os principais telejornais da emissora, como Jornal da Band, Brasil Urgente e Bora Brasil, e repórter para o Primeiro Jornal. Em sua segunda passagem trabalhou no núcleo de séries e reportagens especiais do Jornal da Band.