Justiça do Rio revoga prisão de advogada argentina acusada de injúria racial

Decisão foi concedida em primeira instância no fim da tarde desta sexta-feira (6)

A argentina Agostina Paés foi acusada de cometer injúria racial contra o funcionário de um bar em Ipanema, na zona sul do Rio de Janeiro

A Justiça do Rio de Janeiro determinou a revogação da prisão da advogada argentina Agostina Paés, acusada de injúria racial contra quatro funcionários de um bar em Ipanema, na zona sul da capital fluminense.

A informação foi confirmada pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ). De acordo com a apuração, a decisão foi concedida em primeira instância no fim da tarde desta sexta-feira (6).

Agostina havia sido presa após a expedição de um mandado de prisão, emitido depois da conclusão do inquérito conduzido pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ). Ela foi localizada em Vargem Pequena, na zona oeste do Rio, também nesta sexta-feira.

A reportagem tentou contato com a Polícia Civil, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. O espaço segue aberto para manifestação.

Relembre o caso

Segundo o relato de um dos funcionários do bar, a confusão começou após uma discussão envolvendo um suposto erro na cobrança da conta. Para esclarecer a situação, o funcionário afirmou que iria verificar as imagens das câmeras de segurança e pediu que a cliente aguardasse no local.

Ainda de acordo com o depoimento, nesse momento a turista passou a proferir ofensas racistas. O funcionário decidiu gravar a cena, e as imagens mostram a mulher imitando gestos de macaco e emitindo sons associados ao animal em direção a ele. Após tomarem conhecimento do caso, agentes da Polícia Civil iniciaram buscas para localizar a suspeita.

Em depoimento, Agostina afirmou que os gestos teriam sido uma brincadeira direcionada às amigas e que não teve a intenção de ofender o funcionário. No entanto, as gravações registram o uso da palavra “mono”, em espanhol, que significa “macaco”, além dos gestos considerados ofensivos.

No dia 17 de janeiro, a Justiça do Rio determinou a apreensão do passaporte da turista e impôs o uso de tornozeleira eletrônica como medida cautelar. Em entrevista ao jornal argentino Info Del Estero, Agostina afirmou estar com medo e reconheceu a gravidade do crime de discriminação racial no Brasil.

* Com informações de CNN Brasil

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