Morte de Henrique Maderite: bordão ‘sextou, BB’ surgiu em grupo com amigos

Influenciador Henrique Maderite morreu nesta sexta-feira (6), aos 50 anos, em Amarantina, Região Central de Minas Gerais

Influenciador Henrique Maderite morreu nesta sexta-feira (6), aos 50 anos

A morte do influenciador Henrique Maderite, aos 50 anos, chocou a todos que o conheciam pela irreverência, pelo bom humor e pela alegria nas postagens. Às sextas-feiras, sempre ao meio-dia, ele finalizava sua publicação com o bordão “Sextou, BB”. O sucesso de Maderite nasceu em grupos de WhatsApp e só virou um negócio rentável em 2021, durante a pandemia da COVID-19.

Em entrevista ao programa de YouTube Inimigos da Balança, comandado por Alê Oliveira e Chef Benedetti, em 2024, Henrique Maderite contou que o sucesso foi espontâneo, inicialmente entre amigos que sempre se confraternizaram às sextas-feiras.

Veja alguns trechos do depoimento de Maderite ao podcast:

O (sucesso) não foi nada programado. O cara que mexe na área comercial, igual eu mexia, se ele falar que trabalha na sexta-feira depois de meio-dia, ele é desorganizado. Eu trabalho com venda, mas o comprador de qualquer empresa tem a sexta para organizar o que ele comprou e tem que programar o que ele vai comprar na próxima semana. E eu nunca trabalhei sexta depois de meio-dia em nenhuma empresa (pois não tinha para quem vender na sexta). Eu ia almoçar (na sexta) com um bando de vagabundo amigo meu.

Na sexta-feira, eu comecei a fazer esse vídeo para os amigos que não iam no almoço (de confraternização). Esse vídeo eu mandava para o amigo e esse amigo publicava, ficava bombado na internet. Eu não entendia de rede, até que um dia eu fui almoçar na sexta-feira e um amigo disse que estava esperando o meu vídeo.

Sempre fui o mais brincalhão da turma. Sempre gostei de resenha. Dentro desse contexto, o negócio foi viralizando. O negócio era feito no WhatsApp, no grupo.

O negócio virou um sucesso. Em 2021, falaram para criar um Instagram (pessoas da família).

A vida estava bonitinha, estava morando no Vila da Serra (bairro entre BH e Nova Lima), já estava satisfeitíssimo (com o que eu tinha conquistado na vida).

Me matava na semana porque sempre fui um destaque no trampo (com vendas) e no meu fim de semana ninguém se intrometia.

Montaram o Instagram, até chegar o JP (empresário do ramo de cerveja artesanal e que se tornou amigo).

Ele chegou perto de mim num boteco.

- Você que é o Maderite? Você podia fazer um vídeo na sexta-feira tomando minha cerveja.

- O que eu tenho que falar?

- Falar o que você fala. Só colocar minha cerveja em cima da mesa e faz um vídeo. Só falar o que você fala. Toda cerveja que você tomar no fim de semana, eu pago.

- Eu vou quebrar essa empresa. Vocês estão dispostos a quebrar? Peguei o telefone e falei, tá fechado. Fiz o vídeo (sem falar nome da cerveja). A melhor divulgação é a que fala menos. Na segunda-feira cedo meu telefone toca. Achei que tinha feito algo errado. O JP disse que o vídeo bombou, explodiu, e aí queria fazer um contrato, um negócio mais duradouro. Encontramos na quarta-feira, e ele chegou com um envelopinho pardo.

- Tenho uma oferta financeira.

- Tinha um dinheirinho por mês. Começamos a história, o negócio bombou. Pro nosso público, a gente não pode lotar de post, porque senão, na hora da venda, o cara olha aquele tanto de post. E tive a sorte que o meu público está na idade que compra (as coisas). O melhor no vídeo de sexta-feira é fazer vídeo curto, pra gente inteligente e com piada do momento. E hoje, o que a gente está tendo piada com esse governo aí, não está no gibi.

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