Júri do caso Henry Borel pode acabar nesta quarta-feira (3); entenda
Sessão, no entanto, pode durar até nove horas

O júri do caso Henry Borel pode ter seu último dia nesta quarta-feira (3), o 10º dia de julgamento. Isso porque, após os debates entre acusação e defesa, a juiza reunirá as partes e proferir a sentença. A informação é do g1.
Ao longo do dia, acusação e defesa irão debater suas teses. As partes terão 2h30 cada para apresentar seus argumentos. Como há dois réus, os advogados irão dividir o tempo.
Depois disso, a acusação poderá fazer uma réplica de duas horas, e as defesas têm direito a uma tréplica de duas horas (também divididas entre os réus).
No total, a sessão desta quarta pode durar 9h. Monique Medeiros, mãe de Henry, e Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, poderão receber suas sentenças após esse tempo.
Ao longo do júri, foram interrogadas 22 testemunhas e os dois réus. Eles foram ouvidos nessa terça-feira (2). O julgamento é o mais longo do Rio de Janeiro desde a reforma do Código de Processo Penal, em 2008.
A decisão da sentença é por maioria de votos. Depois da votação dos sete jurados do Conselho de Sentença, as partes serão reunidas e a sentença será proferida. As penas também serão definidas nessa hora.
Relembre
O caso aconteceu em 8 de março de 2021. O menino Henry Borel, então com 4 anos, morreu no apartamento onde morava com a mãe e o então padrasto, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. As investigações apontaram que ele chegou ao Hospital Barra D’Or já sem vida. Médicos identificaram lesões incompatíveis com a versão apresentada inicialmente pelo casal e acionaram a polícia. Os laudos do Instituto Médico-Legal apontaram que o menino sofreu 23 lesões por agressão física extrema e hemorragia interna no fígado. A perícia descartou a hipótese de morte acidental e apontou sinais de tortura.
A acusação sustenta que Henry foi vítima de agressões praticadas por Jairinho de forma intencional e repetida, e que os ataques provocaram a morte da criança. Em relação a Monique, os promotores afirmam que ela se omitiu diante da violência sofrida pelo filho, mesmo tendo conhecimento das agressões.
Os promotores também afirmam que os réus tentaram dificultar as investigações, intimidando testemunhas e promovendo alterações na cena do crime.
Já a defesa de Jairinho nega a autoria do homicídio e sustenta que as lesões fatais encontradas no corpo de Henry podem ter sido provocadas por manobras médicas durante a tentativa de reanimação da criança. Os advogados do ex-vereador também argumentam que Henry poderia ter sofrido uma queda acidental.
A defesa de Monique, por sua vez, tenta desvincular a conduta dela da de Jairinho, afirmando que ela era manipulada pelo ex-vereador e não tinha conhecimento das agressões contra o filho.
Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.



