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Julgamento Henry Borel: saiba detalhes do depoimento de Monique sobre morte do filho

Logo no início de sua fala, a ré solicitou ao juiz a retirada de Jairinho para que pudesse prosseguir com o seu relato

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Monique Medeiros • TJRJ / Divulgação

O julgamento do caso Henry Borel entrou em uma fase decisiva nesta terça-feira (2) com o início dos interrogatórios dos réus. A primeira a depor perante o tribunal foi Monique Medeiros, acusada de homicídio por omissão, tortura e coação.

Logo no início de sua fala, a ré solicitou ao juiz a retirada do plenário do corréu, Jairo Souza Santos Júnior, para que pudesse prosseguir com o seu relato.

Em seu depoimento, Monique detalhou a cronologia do relacionamento com Jairo, afirmando que se conheceram entre outubro e dezembro e passaram a morar juntos na segunda quinzena de janeiro.

Ela relatou ter conhecido o companheiro como médico por meio das redes sociais e que, no início do convívio, não tinha ciência de sua atuação como vereador. De acordo com a ré, Jairo apresentava inicialmente um comportamento educado, gentil e íntegro, e a criança demonstrava gostar da companhia do padrasto. Ela ressaltou ainda que Henry Borel só se mudou para a nova residência após a contratação de uma babá.

A postura de Jairo, no entanto, começou a sofrer alterações após a sua eleição em novembro de 2020, momento em que ele passou a demonstrar ciúmes. Apesar disso, Monique afirmou no tribunal que, até aquele período, não havia percebido mudanças no tratamento dispensado ao filho.

Ela mencionou um episódio ocorrido após o primeiro final de semana que a criança passou com o pai biológico, Leniel Borel, que relatou que Henry havia reclamado de um "abraço apertado" dado por Jairo.

Diante da queixa, Monique afirmou ter orientado o companheiro a não repetir o gesto e decidiu que o menino não ficaria mais sozinho com ele, embora tenha interpretado a situação, na época, como uma manifestação de ciúmes por parte do ex-marido.

Monique Medeiros responde por homicídio qualificado por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima, além de tortura e coação no curso do processo. Após o encerramento de seu interrogatório, o tribunal seguirá com a oitiva de Jairo Souza Santos Júnior, acusado de homicídio qualificado por meio cruel e torturas.

O rito processual prevê que, assim que os interrogatórios forem concluídos, serão iniciados os debates entre o Ministério Público e as defesas, etapa que antecede a votação pelo Conselho de Sentença.

Com informações de CNN Brasil

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