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'Jairo tem histórico de agredir crianças', diz pai de Henry Borel antes de julgamento

Ex-vereador e ex-médico Jairo Souza Santos Júnior, o 'Jairinho' é apontado como autor das agressões contra Henry

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Henry Borel foi morto aos 4 anos no dia 8 de março de 2021
Henry Borel foi morto aos 4 anos no dia 8 de março de 2021 • Arquivo

O pai do menino Henry Borel, morto em março de 2021, Leniel Borel, afirmou nesta segunda-feira (25), antes do início do julgamento do ex-vereador e ex-médico Jairo Souza Santos Júnior e Monique Medeiros, réus no caso, que Jairo tem um histórico de agressão contra crianças.

"O Jairo tem um grande histórico [de agressão], né? A filha da Natasha, da Débora, o menino Enzo, a menina Kailani. Mas quem vai falar dos outros? Vocês sabiam que tem mais um caso que não apareceu, que não foi investigado, que o Jairo queimou uma menina e a mãe não falou?", disse.

Jairo, também conhecido como 'Dr. Jairinho', ex-vereador do Rio de Janeiro, é apontado como o autor das agressões e Monique, ex-companheira dele e mãe de Henry, teria sido omissa durante as agressões.

Leniel, que é vereador do Rio de Janeiro e coautor da Lei Henry Borel, que reconhece o homicídio de menores de 14 anos como crime hediondo, pediu por justiça pela criança.

"Eu peço que seja feita uma justiça isonômica, justa, pelo meu filho. E que todo agressor desse país, todo monstro, todo perverso, esses abusadores de crianças, agressores, pensem 10 mil vezes antes de agredir uma criança, porque a condenação de Jairo e Monique, que nós vamos ver hoje, vai ser a condenação de qualquer agressor", disse.

"Hoje nós estamos botando uma linha, a régua está estabelecida. A condenação de Jairo e Monique vai ser o início, vai ser a mesma condenação de outros perversos, outros agressores de crianças do nosso país", completou.

O julgamento do ex-casal foi retomado nesta segunda-feira (25), no 2º Tribunal do Júri da Capital, no Centro. Os jurados, cidadãos comuns escolhidos para compor o Conselho de Sentença, serão responsáveis pela condenação ou absolvição dos réus. As testemunhas de acusação serão ouvidas primeiro, seguidas pelas testemunhas de defesa. Depois, ocorrerão os esclarecimentos de peritos, acareações e, por fim, a fase de interrogatório dos acusados.

Jairinho e Monique respondem por vários crimes, entre eles homicídio, tortura e coação de testemunhas. O julgamento estava previsto para março, mas a sessão foi suspensa após a defesa de Jairinho abandonar o Tribunal do Júri alegando falta de acesso a todas as provas. Com isso, o julgamento foi remarcado para maio. Na época, a juíza Elizabeth Machado Louro afirmou que o adiamento foi "uma interrupção indevida e uma manobra para adiar o júri".

Caso a defesa de Jairinho tente adiar novamente o julgamento, a Defensoria Pública deverá assumir o caso e fazer a defesa do ex-vereador.

Relembre

O caso aconteceu em 8 de março de 2021. O menino Henry Borel, então com 4 anos, morreu no apartamento onde morava com a mãe e o então padrasto, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. As investigações apontaram que ele chegou ao Hospital Barra D’Or já sem vida. Médicos identificaram lesões incompatíveis com a versão apresentada inicialmente pelo casal e acionaram a polícia. Os laudos do Instituto Médico-Legal apontaram que o menino sofreu 23 lesões por agressão física extrema e hemorragia interna no fígado. A perícia descartou a hipótese de morte acidental e apontou sinais de tortura.

A acusação sustenta que Henry foi vítima de agressões praticadas por Jairinho de forma intencional e repetida, e que os ataques provocaram a morte da criança. Em relação a Monique, os promotores afirmam que ela se omitiu diante da violência sofrida pelo filho, mesmo tendo conhecimento das agressões.

Os promotores também afirmam que os réus tentaram dificultar as investigações, intimidando testemunhas e promovendo alterações na cena do crime.

Já a defesa de Jairinho nega a autoria do homicídio e sustenta que as lesões fatais encontradas no corpo de Henry podem ter sido provocadas por manobras médicas durante a tentativa de reanimação da criança. Os advogados do ex-vereador também argumentam que Henry poderia ter sofrido uma queda acidental.

A defesa de Monique, por sua vez, tenta desvincular a conduta dela da de Jairinho, afirmando que ela era manipulada pelo ex-vereador e não tinha conhecimento das agressões contra o filho.

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Diana Rogers tem 34 anos e é repórter correspondente no Rio de Janeiro. Trabalha como repórter em rádio desde os 21 anos e passou por cinco emissoras no Rio: Globo, CBN, Tupi, Manchete e Mec. Cobriu grandes eventos como sete Carnavais na Sapucaí, bastidores da Copa de 2014 e das Olimpíadas em 2016.

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Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.