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Caso Henry Borel: julgamento de Jairinho e Monique é retomado no Rio

Réus pela morte do menino de 4 anos voltam ao Tribunal do Júri nesta segunda-feira (25); acusação aponta tortura e tentativa de atrapalhar investigações

Por e 
Henry Borel julgamento começa nesta segunda (23) e deve durar 10 dias
Henry Borel julgamento começa nesta segunda (23) e deve durar 10 dias • Foto: Redes Sociais

Será retomado nesta segunda-feira (25) o julgamento do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, e de Monique Medeiros, réus pela morte do menino Henry Borel, filho de Monique e enteado de Jairinho. A sessão está marcada para começar às 9h, no 2º Tribunal do Júri da Capital, no Centro, e será presidida pela juíza Elizabeth Machado Louro.

A decisão sobre a condenação ou absolvição dos réus caberá aos jurados, cidadãos comuns escolhidos para compor o Conselho de Sentença, enquanto a juíza será responsável por conduzir os trabalhos e aplicar uma eventual pena. As testemunhas de acusação serão ouvidas primeiro, seguidas pelas testemunhas de defesa. Depois, ocorrerão os esclarecimentos de peritos, acareações e, por fim, a fase de interrogatório dos acusados.

Ao todo, 26 testemunhas foram arroladas no processo. Entre as testemunhas do Ministério Público estão o pai de Henry, Leniel Borel, delegados, peritos, além de ex-namoradas de Jairinho que relataram episódios anteriores de violência.

Jairinho e Monique respondem por vários crimes, entre eles homicídio, tortura e coação de testemunhas. O julgamento estava previsto para março, mas a sessão foi suspensa após a defesa de Jairinho abandonar o Tribunal do Júri alegando falta de acesso a todas as provas. Com isso, o julgamento foi remarcado para maio. Na época, a juíza Elizabeth Machado Louro afirmou que o adiamento foi “uma interrupção indevida e uma manobra para adiar o júri”.

Caso a defesa de Jairinho tente adiar novamente o julgamento, a Defensoria Pública deverá assumir o caso e fazer a defesa do ex-vereador.

O caso aconteceu em 8 de março de 2021. O menino Henry Borel, então com 4 anos, morreu no apartamento onde morava com a mãe e o então padrasto, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. As investigações apontaram que ele chegou ao Hospital Barra D’Or já sem vida. Médicos identificaram lesões incompatíveis com a versão apresentada inicialmente pelo casal e acionaram a polícia. Os laudos do Instituto Médico-Legal apontaram que o menino sofreu 23 lesões por agressão física extrema e hemorragia interna no fígado. A perícia descartou a hipótese de morte acidental e apontou sinais de tortura.

A acusação sustenta que Henry foi vítima de agressões praticadas por Jairinho de forma intencional e repetida, e que os ataques provocaram a morte da criança. Em relação a Monique, os promotores afirmam que ela se omitiu diante da violência sofrida pelo filho, mesmo tendo conhecimento das agressões.

Os promotores também afirmam que os réus tentaram dificultar as investigações, intimidando testemunhas e promovendo alterações na cena do crime.

Já a defesa de Jairinho nega a autoria do homicídio e sustenta que as lesões fatais encontradas no corpo de Henry podem ter sido provocadas por manobras médicas durante a tentativa de reanimação da criança. Os advogados do ex-vereador também argumentam que Henry poderia ter sofrido uma queda acidental.

A defesa de Monique, por sua vez, tenta desvincular a conduta dela da de Jairinho, afirmando que ela era manipulada pelo ex-vereador e não tinha conhecimento das agressões contra o filho.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), já trabalhou na Record TV e na Rede Minas. Atualmente é repórter multimídia e apresenta o Tá Sabendo no Instagram da Itatiaia.

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Diana Rogers tem 34 anos e é repórter correspondente no Rio de Janeiro. Trabalha como repórter em rádio desde os 21 anos e passou por cinco emissoras no Rio: Globo, CBN, Tupi, Manchete e Mec. Cobriu grandes eventos como sete Carnavais na Sapucaí, bastidores da Copa de 2014 e das Olimpíadas em 2016.