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Caso Henry: Monique, mãe do menino, é solta após adiamento do júri

Juíza toma decisão após defesa de Jairinho abandonar sessão; julgamento será em maio

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Caso Henry Monique, mãe do menino, é solta após adiamento do júri
Caso Henry Monique, mãe do menino, é solta após adiamento do júri • Foto: Redes Sociais | Justiça do Rio de Janeiro

Com o adiamento do julgamento sobre a morte de Henry Borel, após o abandono da defesa de Jairo Souza Santos Júnior, padrasto do menino e acusado pelo crime, durante o júri na manhã desta segunda-feira (23), a juíza Elizabeth Machado Louro relaxou a prisão da mãe da criança, Monique Medeiros. Na prática, ela deve responder em liberdade até a nova data do julgamento, inicialmente marcada para 22 de junho, mas, como a data coincide com o período da Copa do Mundo, o julgamento foi remarcado para 25 de maio.

A magistrada também determinou a nomeação de defensores públicos para Jairinho, a fim de evitar uma eventual nova manobra.

Logo no início da sessão, a defesa de Jairinho pediu o adiamento do julgamento por falta de acesso a algumas provas, mas o pedido foi indeferido pela juíza.

Os advogados alegaram que não tiveram tempo de analisar o material de um celular de Leniel Borel e que o conteúdo de um computador dele não teria sido disponibilizado na íntegra.

Após a negativa, os cinco defensores optaram por abandonar o plenário do II Tribunal do Júri da Capital.

Segundo a juíza, a conduta da defesa de Jairinho “fere um princípio que norteia as sessões de julgamento, os acusados e a família das vítimas”.

Relembre o caso

O menino Henry Borel, de 4 anos, morreu no dia 8 de março de 2021. O laudo de necropsia do Instituto Médico-Legal indicou que a criança sofreu 23 ferimentos pelo corpo e a causa da morte foi “hemorragia interna e laceração hepática”.

Ele apresentava lesões hemorrágicas na cabeça, lesões no nariz, hematomas no punho e abdômen, contusões no rim e nos pulmões, além de hemorragia interna e rompimento do fígado.

Monique é acusada de homicídio triplamente qualificado, tortura, fraude processual e coação no curso do processo. Ela foi denunciada também pelo crime de falsidade ideológica.

Segundo o MPRJ, ela prestou declaração falsa no hospital para onde levaram a criança, que chegou ao local já sem vida. “Ao buscar atendimento para seu filho, objetivou mascarar as agressões sofridas por este, evitando a responsabilização penal de seu companheiro”, registrou a denúncia.

Filho do ex-deputado estadual Coronel Jairo, o ex-vereador era casado com Monique, professora e mãe de Henry, filho de um relacionamento anterior. Moravam em um apartamento na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio. Na madrugada em que o menino morreu, e foi levado pelo casal, aparentemente desacordado, ao Hospital Barra D'Or, no mesmo bairro. Ali, médicos constataram que o menino morrera. O casal alegava ter encontrado Henry desmaiado no quarto onde dormia.

A Polícia Civil indiciou Jairinho por tortura e o responsabilizou pela morte do enteado. Assim como Jairinho, ela alega ser inocente.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), já trabalhou na Record TV e na Rede Minas. Atualmente é repórter multimídia e apresenta o Tá Sabendo no Instagram da Itatiaia.

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Diana Rogers tem 34 anos e é repórter correspondente no Rio de Janeiro. Trabalha como repórter em rádio desde os 21 anos e passou por cinco emissoras no Rio: Globo, CBN, Tupi, Manchete e Mec. Cobriu grandes eventos como sete Carnavais na Sapucaí, bastidores da Copa de 2014 e das Olimpíadas em 2016.