A síndica de um prédio foi presa suspeita de roubar e manter em cárcere privado uma idosa, de 81 anos, diagnosticada com demência. O caso aconteceu nessa segunda-feira (12) em um prédio da Rua Sergipe, na
A suspeita é Patrícia Miranda Mesquita, de 48 anos. Ela passou por audiência de custódia nesta quarta-feira (14), teve a prisão em flagrante convertida em preventiva e foi encaminhada ao sistema prisional.
Segundo o boletim de ocorrência, a polícia foi acionada por uma parente da vítima após ser contatada pelo banco da idosa por conta de transações bancárias suspeitas. A gerente alertou que não conseguia contato com a cliente.
Conforme relato da denunciante, a instituição financeira informou que ocorreram, nos últimos dias, diversas transferências via Pix para a conta de Patrícia. Somados, os valores chegam a R$ 59 mil. Além disso, houve movimentações no cartão de crédito da idosa.
Quando a
Síndica diz que foi ajudar a idosa
Ao ser ouvida pela PMMG, Patrícia disse que a moradora a acionou para pedir ajuda após um suposto episódio de surto. Além disso, contou que a idosa solicitou ao porteiro que proibisse determinados parentes de entrarem no prédio e planejava fazer alterações em seu testamento.
Por fim, a síndica alegou ter realizado o estorno de uma quantia de R$ 15 mil para a conta da moradora. A suspeita alegou que a vítima pediu que ela guardasse o valor para impedir o acesso à quantia por familiares.
Em nota enviada à Itatiaia, a defesa de Patrícia Miranda Mesquita afirmou que a acusação foi “construída a partir de uma versão unilateral e imprudente dos fatos, por pessoas que não convivem diretamente com a suposta vítima e que não presenciaram os fatos narrados”.
Os advogados afirmaram que a síndica “dispõe de elementos concretos de prova, incluindo declaração escrita de próprio punho pela vítima, registros de imagens do circuito de segurança do prédio e outros documentos”.
Polícia Civil investiga o caso
Após a audiência de custódia, a juíza Juliana Baretta considerou que a versão apresentada pela síndica “carece de verossimilhança” e há “indícios veementes da autoria e materialidade delitivas”.
Por isso, a magistrada decretou a prisão preventiva da suspeita como medida “imprescindível para a garantia da ordem pública”.
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