Foragido envolvido em estupro coletivo no RJ se entrega à polícia

Jovem é um dos quatro procurados pela Polícia Civil do estado após cometer crime contra adolescente

Um dos quatro procurados pela Polícia Civil do Rio de Janeiro se entregou nesta terça-feira (3)

Um dos quatro jovens acusados de cometer estupro coletivo contra uma adolescente no Rio de Janeiro se entregou nesta terça-feira (3) a polícia. Mattheus Verissimo Zoel Martins, de 19 anos, compareceu à 12ª DP (Copacabana) por volta das 11h acompanhado de dois policiais e de um advogado.

Matheus não prestou depoimento e disse que só irá falar em juízo. Os outros três acusados seguem foragidos: Bruno Felipe dos Santos Allegretti, de 18 anos; João Gabriel Xavier Bertho, de 19 anos; e Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos. Um menor também está sendo investigado.

A polícia já enviou uma representação ao Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) pedindo pela apreensão dele por fato análogo ao crime de estupro. Nesta terça-feira a polícia fez mais uma operação em busca dos foragidos.

Os agentes percorreram vários bairros do Rio entre eles o bairro de Santa Teresa, na Região Central da cidade, mas ninguém foi localizado. A polícia espera que os outros acusados se entreguem mas próximas 24 horas.

Leia também: Polícia busca por jovens indiciados por estupro coletivo em apartamento em Copacabana, no RJ

Nesta segunda-feira (2), três dos investigados entraram com um recurso para suspender a prisão, no entanto, os pedidos de habeas corpus foram negados pela justiça através do desembargador Luiz Noronha Dantas, da 6ª Câmara Criminal.

Relembre o caso

O crime ocorreu dia 31 de Janeiro. A vítima contou em depoimento que foi atraída pelo ex-namorado, menor de idade, até um apartamento, em Copacana. Na Zona Sul do Rio.

A menor foi recebida pelo ex na portaria do prédio e disse que o encontro teria a presença de outros pessoas, mas a menor disse a polícia que não teria concordado com a proposta. Já no apartamento, ela teria sido obrigada a praticar atos sexuais com quatro jovens maiores de idade.

A vítima afirmou que também foi agredida e impedida de sair do quatro. O exame de corpo de delito confirmou lesões nas partes íntimas da menor. A polícia acredita que a adolescente foi vítima de uma emboscada.

Os quatro acusados vão responder por estupro coletivo qualificado, por se tratar de uma menor de idade e por manter a vítima em cárcere privado.

O menor suspeito de envolvimento no crime teve a representação socioeducativa requerida pelo MP por atos infracionais análogos. O disque dneujcia divulgou cartaz pedindo infos sobre o paradeiro dos envolvidos.

Universidade suspendeu jovem envolvido

A Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), suspendeu por 120 dias o aluno Bruno Felipe dos Santos Allegretti, um dos suspeitos de participação no estupro coletivo.

O comunicado foi postado na noite desta segunda-feira (2), no site da universidade, que disse que repudia “toda e qualquer forma de violência contra as mulheres” e que o caso constitui “grave violação dos direitos humanos e da dignidade da pessoa”.

De acordo com a instituição de ensino, Bruno, que é estudante de Ciências Ambientais da universidade, também não poderá frequentar salas de aula, laboratórios de ensino ou de pesquisa, ambientes de apoio acadêmico como bibliotecas, restaurante universitário e outras áreas de convivência.

No domingo (1), o Colégio federal Pedro II, onde estudam dois dos investigados pelo estupro coletivo, abriu um processo administrativo para desligar os alunos.

Segundo a reitoria do colégio, Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, e um adolescente de 17 anos, já tinham recebido diversas advertências e suspensões por comportamento inadequado e até já responderam a um processo disciplinar por agressões. No entanto, segundo a unidade, não há registros de denúncia de assédio sexual anterior.

Outro jovem acusado, João Gabriel Xavier Bertho, era atleta do Serrano Futebol Clube que suspendeu o contrato do atleta. A defesa do jovem negou o estupro e disse que ele não tem histórico de violência.

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Diana Rogers tem 34 anos e é repórter correspondente no Rio de Janeiro. Trabalha como repórter em rádio desde os 21 anos e passou por cinco emissoras no Rio: Globo, CBN, Tupi, Manchete e Mec. Cobriu grandes eventos como sete Carnavais na Sapucaí, bastidores da Copa de 2014 e das Olimpíadas em 2016.

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