A Polícia Civil de Minas Gerais investiga o caso de uma mulher de 32 anos que teria sofrido importunação sexual em um ônibus de viagem que seguia de Belo Horizonte para o Rio de Janeiro. Um homem de 48 anos é o suspeito e foi encaminhado à delegacia. Ele teria ejaculado na calça da mulher enquanto ela dormia.
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Em entrevista à Itatiaia, a mulher contou que viajava para o Rio para fazer uma prova em busca de um novo trabalho. Ao retornar para Belo Horizonte de ônibus, ela acabou cochilando e, ao acordar, percebeu manchas na calça e desconfiou do homem que viajava ao lado dela.
A mancha tinha muita semelhança a sêmen e, então, ela acionou a Polícia Militar por importunação sexual.
A mulher contou que, durante todo o trajeto, “segurou o sono” para não dormir, mas que estava muito cansada. “Depois da parada de Juiz de Fora, o sono me venceu e eu acabei cochilando por volta de 2h. Acordei por volta das 3h30, sentindo algo molhado em mim”, relatou.
“Quando eu senti algo molhado, eu virei e vi que ele estava cometendo o ato [se masturbando] e ele virou as costas para mim. Neste momento, eu mandei mensagem paro meu namorado, fiquei muito acuada. Ele tentou ler as mensagens do meu celular e, com isso, eu fiquei mais agitada ainda, não tinha para onde ir e começou a me dar uma crise de ansiedade”, contou.
Depois disso, o homem levantou, foi ao banheiro e trocou de banco ao retornar. “Achei que ele estava sentando no primeiro banco na tentativa de ir embora rápido quando o desembarque ocorresse, mas meu namorado acionou a polícia, que segurou ele no desembarque”, disse.
A vítima descobriu posteriormente que o suspeito deveria viajar sentado ao lado da esposa, mas optou por sentar ao lado dela. Ele teria alegado aos policiais que fez isso por causa de espaço. “Só que os dois já estavam no primeiro banco, o mais largo do ônibus, não faz sentido essa justificativa”, afirmou a vítima.
A polícia coletou a calça para utilizar como prova e um resto de material presente no chão para perícia. Uma foto feita pela vítima também foi anexada como prova.
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‘Nojo’
A vítima contou que em nenhum momento quis tocar nas manchas porque estava com nojo e que está muito abalada com o ocorrido.
“Eu só quero ir embora, preciso tomar banho. Não aguento mais, por mais que eu tenha trocado de roupa, ainda sinto alguma coisa suja em mim”, relatou.